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Granada e sua influência mourisca

Cidade espanhola guarda um dos palácios mais visitados: Alhambra

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2009 | 02h31

Ícone. É só falar na cidade espanhola de Granada para que venha à mente o palácio Alhambra, de arquitetura árabe. No século 9º, havia no local um forte. A partir do século 13, quando o primeiro governante da dinastia násrida subiu ao poder, a construção transformou-se em palácio. Ao longo dos anos, foram adicionados novos elementos - a maior parte do que se vê hoje data do século 14. Trechos do Alcorão em árabe enfeitam as paredes por toda parte.

Prepare-se. Você até pode comprar o ingresso na hora. Mas vai precisar de sorte. Entre março e outubro são permitidas, no máximo, 7.700 pessoas por dia. Parece muito, mas o número de visitantes que querem ver de perto esse Patrimônio da Humanidade é ainda maior. Por isso, compre com antecedência (por 1 euro ou R$ 2,60 a mais) no site www.alhambra-tickets.es. A entrada normal custa 12 euros (R$ 31,50). O preço não inclui a área dos jardins, que valem mais 6 euros (R$ 15,80). Pague sem reclamar. Compensa.

Generalife. Antes de ir embora, pegue o caminho que sai do norte da Alhambra e leva ao Generalife, residência de campo dos reis násridas. O local, rodeado de belos jardins, é palco para o Festival de Música e Dança, entre os meses de junho e julho.

Albaicín. Costumes e construções do período de dominação mourisca estão presentes nas cidades andaluzas. E Granada não é exceção. É no bairro do Albaicín, localizado na colina em frente a Alhambra, que essa influência se concentra com mais força. Pelas ruas estreitas é possível fazer um belo roteiro - com direito até a comprinhas: não há melhor lugar na região para conseguir souvenirs diferentes e baratinhos.

 

Vista do lado de fora da Alhambra

Roteiro. Saindo da Alhambra, você pode voltar à cidade a pé, passeando pelas ruas do Albaicín. Ou deixar para explorar tudo com calma no dia seguinte. Seja qual for sua escolha, comece margeando o Rio Darro. A primeira parada será na Igreja de Santa Ana, do século 16. Siga mais alguns metros e pare no El Bañuelo, termas mouriscas do século 11 com aberturas em forma de estrelas no teto. Depois, faça seu próprio roteiro e se perca, deliciosamente, pelas ruazinhas.

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