Grand finale na bela badalada Jericoacoara

Tiago Queiroz, JERICOACOARA

11 Maio 2010 | 03h57

Tatajuba. Depois de uma porção de peixe na grelha, relaxe em redes colocadas dentro da Lagoa da Torta. Foto: Tiago Queiroz/AE

 

Deitado em uma rede dentro das águas da Lagoa da Torta, depois de saborear uma porção de peixe grelhado ou ostras frescas, fica fácil entender por que Jericoacoara se tornou o destino mais cobiçado do litoral oeste do Ceará. A vila à beira-mar, formada por ruas de areia, lojinhas alternativas, pousadas e restaurantes de dar água na boca está cercada de belezas por todos os lados. Às quais os visitantes chegam a pé ou de buggy, para momentos de ócio e contemplação.

Mas antes, a Rota das Emoções revela seus encantos em outras paradas. Há ônibus diários a partir da rodoviária de Parnaíba (com exceção dos domingos)que chegam em duas horas e meia a Camocim. Por curiosidade, passe rapidamente pelo Mercado Central, frequentado por personagens dignos de nota como um vendedor de galinhas vivas que mantém as aves presas à sua bicicleta enquanto espera pelos compradores.

Logo que for possível, encontre um guia e siga, de buggy, para a Barra dos Remédios, um belo encontro entre rio e mar, a 16 quilômetros do centro da cidade.                   

 

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De 4X4. A viagem até Jericoacoara é feita em veículos 4x4. A Lagoa da Torta faz parte do trajeto e fica perto do antigo vilarejo de Tatajuba, tragado pelas dunas. Um novo núcleo de casas foi erguido ao lado.

Balsas improvisadas atravessam os carros na Barra do Guriú. Mais alguns quilômetros pela areia e você está em Jeri, que já foi eleita uma das dez praias mais belas do planeta pelo jornal The Washington Post.

 

Caso chegue no fim da tarde, você notará o movimento de turistas e moradores que seguem todos para a mesma direção. Estão indo para a Duna do Pôr do Sol, que se ergue à esquerda do centrinho e, diariamente, vira uma disputadíssima arquibancada, de onde todos assistem ao espetáculo do disco dourado mergulhando no mar. Parte do público vai embora com os últimos raios de sol. Outros ficam lá em cima mesmo depois que escurece - tantos que não seria exagero falar também em Duna do Luar.

Também à esquerda da vila está Mangue Seco. São 8 quilômetros de caminhada (ou buggy) até chegar ao núcleo de casinhas simples e nenhuma pousada. Moradores dizem que Mangue Seco se assemelha ao que Jeri foi há 20 ou 30 anos. Faça o passeio de bote para ver cavalos marinhos e saboreie uma caranguejada.

À direita da vila fica o cartão-postal de Jeri. Pelas praias ou por cima do morro (quando a maré está cheia) chega-se à Pedra Furada, um portal de rochas esculpido pelo mar. O percurso é fácil e bem marcado: dispense o guia e prefira ir no seu ritmo, observando cada pedra e pequena caverna pelo caminho.

 

* Colaborou Mônica Cardoso

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