Heloisa Aruth Sturm/Estadão
Heloisa Aruth Sturm/Estadão

Grandioso templo da fé e da arte islâmica

ABU DABI - Superlativa em tudo, planejada para priorizar cores e formas artísticas e, por isso mesmo, capaz de misturar dois mundos divinos, o da arte e o da fé, a Grande Mesquita Sheik Zayed é um dos atrativos imperdíveis em Abu Dabi. E, sem dúvida, o mais encantador.

Claudio Marques, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2013 | 02h17

Trata-se de uma das três maiores mesquitas do mundo, construída na entrada da ilha onde se assenta a cidade - é possível avistá-la das três principais pontes (Maqta, Mussafah e Xeque Zayed) que ligam a capital ao continente. É mais um dos legados do xeque Zayed Bin Sultan Al Nahyan, que está enterrado sob a ala norte. No local, há 24 horas por dia uma pessoa lendo em voz alta o texto do livro sagrado dos muçulmanos, o Corão.

A mesquita é rodeada por jardins e um espelho d'água. Tem 82 cúpulas de vários tamanhos e larguras - a mais alta tem 85 metros. Há ainda quatro minaretes de 107 metros de altura e cerca de 1.100 colunas.

O mármore branco está por toda parte. No piso, é intercalado por mármores coloridos de diversas partes do mundo, inclusive do Brasil, que formam desenhos florais e formas geométricas. Mesma pedra nobre que decora a sala de abluções e os banheiros, localizados no subsolo da área externa.

A riqueza continua no interior do monumento: candelabros banhados a ouro de 24 quilates e com cristais iluminam o maior tapete persa feito a mão no mundo: mede 5.267 metros quadrados e foi confeccionado durante um ano por 1.200 mulheres iranianas. O espaço abriga 41.000 fiéis, que podem ler nas paredes trechos do Corão escritos por artistas em três tipos de caligrafias árabes.

Durante as noites, o sistema de iluminação é uma atração à parte. Ele foi criado para simbolizar as fases da lua. "O ciclo de iluminação começa com nuvens escuras, quando o mês está em seus estágios iniciais e a lua é crescente. A iluminação progride como o ciclo lunar e se torna plena com a luz tornando-se mais brilhante", diz um texto de divulgação da mesquita.

Visitantes são autorizados a entrar - a visita é gratuita -, exceto nos horários de oração e às sextas-feiras. Há alguns detalhes: homens precisam estar de calça e camisa de manga. Mulheres que não estiverem de saia até os pés deverão vestir uma das túnicas emprestadas pelo templo - impecavelmente limpas e perfumadas. Cobrir os cabelos é obrigatório. Os lenços são emprestados ali mesmo, por voluntárias gentis que até ajudam a amarrar o tecido à cabeça da forma como fazem as muçulmanas. / C.M.

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