Rafael Medeiros/Setur
Rafael Medeiros/Setur

Gravatá, frio em clima nordestino

Há que vá com botas e cachecóis. Bobagem: é porque estão habituados ao clima quente do Recife

Natália Zonta, O Estado de S.Paulo

09 Junho 2009 | 02h28

Brisa fresca. Há quem considere a leve brisa que chega em Gravatá, a 81 quilômetros do Recife, um frio digno de cachecol. Ok, a cidade está longe das praias da capital pernambucana e não sofre com um verão rígido. Mas isso não significa que os paulistanos tenham de rechear as malas com roupas pesadas ao embarcar para lá.

Frio mesmo só sentem os recifenses que visitam a localidade no inverno, quando os termômetros registram mínimas de 10 graus na Serra das Russas. Mas isso é uma exceção: a média anual é de 22 graus e quem está acostumado com temperaturas mais amenas acha estranho as botas e os gorros em dias em que um suéter resolveria.

A cavalo. O frescor das manhãs é reflexo da altitude e da presença de grandes áreas verdes ao redor de Gravatá. Tanta natureza é aproveitada em passeios a cavalo, uma das atividades mais incentivadas na região. Muitos haras oferecem cavalgadas rápidas e outros promovem tours com grau de dificuldade alto.

O Vale das Acácias (www.valedasacacias.kit.net) é um desses haras que "alugam" os cavalos. São 30 animais treinados para levar cavaleiros de primeira viagem. Ou seja: todos bem mansos, que parecem ter um "piloto automático" natural.

Mirantes. A aventura equestre começa na sede do haras. Depois, os animais seguem o guia e nem é preciso habilidade para conduzir o cavalo. O trecho mais simples, a Trilha da Montanha, não leva duas horas e é pontuada por mirantes. Quer uma dica? Faça o passeio no fim do dia, para aproveitar as cores do pôr do sol e ver as luzes de Gravatá acendendo.

Adrenalina. Depois de uma tranquila cavalgada, é hora de acrescentar adrenalina ao roteiro. Para isso, basta seguir para a Ponte Ferroviária Cascavel. Ao chegar à estrutura, você verá que está a 45 metros do chão.

Rapel. Sim, a atividade é para corajosos que topam encarar a altura com a ajuda apenas de uma corda. Uma das empresas que levam os aventureiros para o local com todos os equipamentos é a Vertical Altura (www.verticalaltura.com.br). A ponte fica bem em cima de um vale e quem começa a descer tem uma bela vista. Os mais ousados fazem malabarismos e chegam a virar de cabeça para baixo no meio da descida.

Comida. Na hora de repor as energias, uma boa opção é o restaurante Torneé (Rua 15 de Novembro, 1.175, tel. 0--81-3533-0741), de culinária internacional. As porções são fartas e muito bem preparadas. Peça o filé ao gorgonzola ou o porco ao barbecue, com um molho incrível. As sobremesas não deixam a desejar e há uma carta de cafés especiais. De R$ 19 a R$ 69.

Viagem feita a convite da Empetur

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