Camila Anauate/Estadão
Camila Anauate/Estadão

Grupo B e seus cartões-postais

Destaques do que visitar na Espanha, Portugal, Irã e Marrocos

Mr. Miles, O Estado de S. Paulo

05 Junho 2018 | 03h00

Dando sequência à minha análise viajora sobre os países que vão participar do mundial de futebol e, of course, pegando um gancho ( a hook!) no tema, falo hoje sobre os integrantes do Grupo B. Eis, probably, o grupo da Copa mais repleto de atrações para turistas. E, certainly, o que tem países mais visitados pelos brasileiros, em função de vossa origem ibérica. 

Espanha. Sempre me ocorre que o ditador Francisco Franco (que um dia recolheu os presumíveis ossos das mãos de Santa Terezinha d’Ávila para abençoar os membros de sua nação assustada), caso ressuscitasse, well… morreria imediatamente. A nação sombria que produziu no século 20 foi substituída por um país caloroso, sensual, cheio de vida, de noches calientes e amazing cities.

Barcelona, I must say, é, a meu ver, a mais provinciana delas, com seu anacrônico provincianismo separatista. Mas ainda assim é bela. Não tem, of course, a grandeza de Madri, a herança das cidades andaluzas e o charme que Calatrava emprestou para sua Valência natal. Gaudí? Well: my friend Antoni era deveras criativo e obcecado por arquitetura orgânica. Mas, assim como Franco, devotava-se demais a Deus. Prefiro – e sei que vou chocar alguns leitores – sociedades mais devotadas aos prazeres mundanos. Como a Espanha de hoje, que, by the way, só ganhou uma Copa do Mundo depois que Franco foi parar nas profundezas de seu Valle de los Caídos. 

Portugal. Eis um país com o qual sempre mantivemos (nós, britânicos) ótimas relações. In fact, isso começou muito antes de Cristiano Ronaldo começar a se exibir como Narciso, que, não por outro motivo, nasceu na Beócia (sugiro que você leia no dicionário o que é um beócio). Ele é um bom jogador, indeed. Mas seu país é melhor e mais belo que ele, don’t you agree? Meus amigos brasileiros queixam-se apenas do incompreensível idioma que se fala naquelas paragens, embora se sintam em casa em Lisboa, no Porto, em Coimbra, Braga, Guimarães e, of course, em Óbidos, a Paraty sem mar (mas igualmente maçônica) que enfeita o país.

De minha parte, adoro seus vinhos (especialmente os do Porto), suas cachopas, seu leitão à bairrada e o queijo da Serra da Estrela. Sou, as well, um fã dos nomes de suas vilas. Ainda outro dia, indo para a Reserva Nacional do Bussaco, passei pela Loirinha de Cima. Pouco adiante, após acentuada ladeira, encontrei, of course, a bela vila de Loirinha de Baixo. Amazing, isn’t it?

Irã. Acho que um país de 77 milhões de habitantes tem bons motivos para ter uma seleção competitive, embora a regra não se aplique a países muito mais populosos como a Índia, a China e a Indonésia. Não se pode negar que a velha Pérsia é um dos países mais interessantes do mundo. Sua geografia é variadíssima, a história tem 2.500 anos de lembranças ainda vivas, a variedade étnica e linguística é maravilhosa para qualquer viajante em busca de conhecimento e, by the way, o país é muito menos horrível do que Trump quer fazer parecer. However, é uma ditadura teocrática. Não gosto de ditaduras – e gosto menos ainda daquelas comandadas por livros muito velhos (que não se emane nenhuma sharia contra mim!).

O povo é muito gentil, fala farsi, idioma que domino parcialmente. Isfahan é uma das cidades mais fantásticas do planeta. Não há violência parecida com a que se vê nas cidades brasileiras – I’m sorry to say –, mas as mulheres, principalmente elas, têm de andar exageradamente recatadas para seguir as regras locais. Unfotunately, não tenho ido muito ao Irã recently. Não se encontra uma gota de álcool para beber. Trashie sente-se muito desconfortável com isso. It’s understandable.

Marrocos. I’m sorry to say, mas ninguém jamais proferiu a frase “ Play it again, Sam”, no filme Casablanca, embora seja muito bom que a lenda permaneça, assim como a aura de mistério da maior cidade marroquina. No futebol eles não são grande coisa, mas – shame on us! – preciso admitir que eles são mais bebedores de chá do que nós, britânicos. Passam o dia em torno de suas chávenas, bebendo uma infusão de folhas de menta encharcadas de açúcar. Como todos nós, adoram seus próprios corações. Mas o fígado é o símbolo de seu amor. “Você conquistou meu fígado”, é a declaração que todo apaixonado quer ouvir nessa nação magrebina.

Seu luto é na cor branca e, of course, eles adoram negociar. Nada tem preço. Você precisa barganhar e, por mais barato que pague, sempre terá a sensação de que foi, as you say, “esfolado”. Como diversos povos árabes habituados a receber turistas – e o Marrocos recebe 11 milhões deles por ano –, é de se surpreender a quantidade de línguas que eles falam, sobretudo quando querem vender alguma coisa. O árabe e o francês, however, são seus idiomas oficiais. Lindo país que tem neve (nos montes Atlas) e desertos incandescentes com povos berberes, o Marrocos, como nós, britânicos, pratica a monarquia.

Nossa rainha, I must say, é muito mais charmosa do que o rei deles. Semana que vem, sigo com meu hook. I hope you enjoy!

É O HOMEM MAIS VIAJADO DO MUNDO. ELE ESTEVE EM 183 PAÍSES E  16 TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS. SIGA-O NO INSTAGRAM @MRMILESOFICIAL.

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