Karen Abreu/Estadão
Karen Abreu/Estadão

Grupo C, tudo de bom para ver

Os pontos turísticos do grupo C da Copa do Mundo na Rússia

Mr. Miles, O Estado de S. Paulo

12 Junho 2018 | 03h00

 

Well, my friends, sigo atendendo os pedidos de avaliar, do ponto de vista turístico, os países que participam da Copa que se aproxima. Lembro-lhes, however, que se trata de uma visão muito pessoal — carregada, portanto, de minhas idiossincrasias. Quem não as têm?

França. É conhecida a rivalidade que temos nós, britânicos e os cidadãos que vivem do outro lado do English Channel (que eles cismam em chamar de Canal da Mancha, o que, by the way, é mais uma mancha em seu currículo. However, não posso negar que a

França é um dos países mais atraentes desse planeta. Não preciso repetir que Paris é mais bonita do que Londres, para não ficar me martirizando. Nem que as praias da Côte d’Azur são mais belas e charmosas do que todas as que temos em nosso arquipélago.

Também não vou mencionar a questão da gastronomia e da enologia, mas garanto-lhes que nosso whisky é muito melhor do que o deles. Apesar de eles cismarem em dirigir pela mão errada (foi Napoleão que consagrou esse awful mistake) seus campos são belos, seus vilarejos têm charme e – my God! – até futebol eles jogam muito bem. Favoritos do grupo, na bola e no turismo, I’m sorry to say

Dinamarca. No, my friends: apesar do que Shakespeare disse, não há nada de podre no reino da Dinamarca. O idioma, perhaps, não seja lá muito poético, com tantos grunhidos. Mas o país, um apêndice hiperbóreo da Alemanha, é pequeno, bem cuidado, frio na maior parte do tempo e bonito nos detalhes. Os viajantes costumam gostar do porto colorido de Nyhavn, na capital, e da estátua da Pequena Sereia, que, unfortunately, não tem qualquer valor artístico. Serve apenas para selfies. O Tivoli é um parque de diversões muito reputado. Há museus bonitos, a cidade de Aarhus merece ser visitada e, of course, tenho de ressaltar que a Dinamarca é um ótimo acesso para a Noruega, belo vizinho escandinavo que, unfortunately, não estará presente na Rússia.

Peru. Eis um país que me encanta. Poucos sabem, mas, in fact, o Peru é o Egito das Américas. Civilizações floresceram em seu litoral há mais de 5 mil anos. In other words: enquanto os faraós erguiam suas pirâmides, a civilização do Caral, ainda pouco conhecida, fazia suas obras nas costas do Pacífico. Tribos cupisniques, chavins, paracas, mochicas, nazcas, huaris e chimus deixaram pequenos legados, porque o tempo úmido e as inundações sumiram com suas ruínas. What a shame! Eis porque, in my opinion, o melhor lugar para ir em todo o Peru é o Museu Rafael Larco Herrera (foto), um quase unbelievable mostruário de peças extraordinárias daquelas longínquas civilizações. É claro que Machu Picchu, bela e enigmática (mas muito recente em termos históricos) chama a atenção, assim como Cusco, antiga capital dos incas e seu vizinho vale sagrado. 

Devo confessor que participei, com meu saudoso amigo Hiram (N. da R: Hiram Bingham, explorador norte-americano que descobriu Machu Picchu) da expedição que encontrou a assim chamada cidade sagrada. Na época, o mato era muito alto. Hiram, unfortunately, não chegou a vê-la devidamente tosada como hoje em dia. E também não soube que, anos depois, o Peru teria a melhor gastronomia da América do Sul.

Austrália. Well, my friends: eis uma ilha de dimensões continentais que nos pertenceu e nós legamos aos degredados de séculos atrás. Acho que, in fact, não tivemos a coragem necessária para colonizar um país tão cheio de feras – crocodilos, serpentes, tubarões e uma miríade de insetos peçonhentos – e, therefore, acabamos perdendo a mais amazing barreira de corais do planeta, ilhas fabulosas, as belas cidades de Sydney e Melbourne, a cultura aborígine, os simpáticos e saltitantes cangurus, além de Ayers Rock, a pedra misteriosa no centro do deserto australiano chamada de Uluru pelos nativos. Nevertheless, sinto-me em casa sempre que estou entre aussies, apesar da enorme dificuldade que tenho para entender o idioma que eles falam. Sobre o futebol, posso assegurar que eles são ótimos jogadores de rúgbi.

Semana que vem sigo com meu hook. I hope you enjoy!

É O HOMEM MAIS VIAJADO DO MUNDO. ELE ESTEVE EM 183 PAÍSES E  16 TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS. SIGA-O NO INSTAGRAM @MRMILESOFICIAL

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.