Guerra de espadas nas ruas e arraspta-pé no palco principal

Pequena Cruz das Almas é dividida pelos soteropolitanos durante a folia

14 Maio 2009 | 14h53

A pacata Cruz das Almas - a 170 quilômetros de Salvador - é invadida em massa pelos soteropolitanos durante as comemorações do São João. Por causa disso, o município de aproximadamente 60 mil habitantes vê sua população triplicar durante a época da festa, entre os dias 19 e 24 de junho.

 

Não bastasse o grande arraial do Parque Sumaúma, com suas comidas típicas, licores e muito forró, há também a guerra de espadas - a grande atração de Cruz das Almas. Em determinados pontos da cidade, animados grupos criam espetáculos de luzes com os fogos de artifício, feitos com bambus e muita pólvora (daí a semelhança com uma espada). Apesar de não ser explosivo, é bom que os desavisados fiquem a uma distância segura da brincadeira para evitar queimaduras.

 

Enquanto a legião de combatentes se diverte pelas ruas do município, o palco principal da festa reúne o que a música regional tem de melhor. O forró contagia os turistas e até mesmo quem não sabe nem o básico dois pra lá dois pra cá se anima com o arrasta-pé. Momento propício e lugar ideal para a paquera rolar solta.

 

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Quando as poucas vagas nos hotéis e pousadas se esgotarem, o jeito é recorrer aos municípios vizinhos. Ou alugar espaços para grupos, em casas ou até mesmo escolas.

 

Quem exige conforto pode comprar pacotes com destino a Salvador com hospedagem na capital e transporte garantido de ida e volta para Cruz das Almas. Aí é só correr para o abraço ou, nesse caso, para a folia.

 

GÍRIAS DE QUADRILHA

Anavantur: Comando usado para indicar que os cavalheiros devem tomar as damas e andar de mãos dadas até o centro do salão, encontrando-se com a fila da frente, que também estará no mesmo movimento

 

Anarriê: Os pares, ainda de mãos dadas, voltam de costas até o ponto em que estavam e se separam, ficando os cavalheiros na frente das damas. É um dos mais conhecidos

 

Travessê geral: As duas filas, homens de um lado, mulheres do outro, atravessam o salão ao mesmo tempo, cruzando-se no centro pela direita. Ao chegarem aos lugares marcados, voltam a ficar de frente para o par

 

Balancê com o par do vis a vis: Seguem somente os cavalheiros e, ao se encontrarem com as damas, entrelaçam o braço direito no braço da mulher. Dão duas voltas e retornam a seus lugares, ficando de frente para o par

 

Otreofá: Outra vez

 

Granmuliné: É o momento de descontração da quadrilha, em que os pares ficam à vontade para se divertir, fazendo brincadeiras entre eles

 

Grande chène creché: A dama dá a mão ao cavalheiro, que depois coloca a mão esquerda na direita de outra dama. Os casais passam a trocar de dama até todos voltarem a encontrar seus pares. O movimento também pode ser chamado de garranché

 

Beija-flor: Os pares seguem até o meio do salão, onde as damas estendem a mão direita para os cavalheiros beijarem

 

Cortesia: Os cavalheiros dão um passo para trás sem largar a mão da dama, ficando quase ajoelhados. As damas dão duas voltinhas pela esquerda, os cavalheiros se levantam e aguardam o próximo passo, que deve vir por um novo comando

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