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Guia básico de Manaus para aguçar os sentidos

Selecionamos 10 lugares, históricos e aventureiros, para você visitar na capital do Amazonas, possível sede dos Jogos do Rio em 2016 

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

17 Fevereiro 2015 | 03h00

Depois de receber a Copa do Mundo, Manaus volta ao cenário mundial ao ser indicada pelo Comitê Rio como possível sede das partidas de futebol da Olimpíada, em 2016. "No mundo inteiro a Amazônia tem repercussão", disse Carlos Arthur Nuzman, presidente da entidade. E ele tem razão. Mescla de uma arquitetura histórica, que remete ao Ciclo da Borracha entre os séculos XIX e XX, do caótico concreto moderno, fruto do desenvolvimento imposto pela Zona Franca durante a ditadura militar, e do colorido da maior reserva vegetal tropical do mundo, a cidade merece ser visitada e apreciada de todos os modos.

Ainda caberá à Fifa decidir sobre a presença de Manaus nos Jogos, mas você não precisa esperar até lá para conhecer suas riquezas - até porque, caso a indicação se confirme, os preços na região deverão subir consideravelmente. Pensando nisso, selecionamos dez lugares indispensáveis para você incluir no roteiro. Todos eles vão aguçar seus cinco sentidos.

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1. Teatro Amazonas

Nem é preciso entrar no maior símbolo do auge do Ciclo da Borracha para prestar atenção à sua imponência. Ainda do lado de fora, surpreenda-se com o desenho ondulado do calçadão, uma representação feita em 1901 do encontro dos rios Negro e Solimões (fonte de inspiração para o famoso calçamento de Copacabana). Há duas formas de conhecer bem a parte interna do prédio, inaugurado em 1896. A primeira delas é por meio de visitas guiadas de segunda a sábado, entre 9 e 17 horas, a R$ 20. A segunda é assistindo a um espetáculo, dando vida à sua experiência diante da cultura local - por isso, recomendamos que faça os dois. Se for no primeiro semestre, você terá a chance de curtir o Festival Amazonas de Ópera entre 20 de abril e 4 de junho, e o Festival de Jazz, de 26 a 30 de junho. Ingressos para as visitas e os festivais em bestseat.com.br(Praça São Sebastião; 92-3232-1768).

2. Palacete Provincial

Ainda no centro, você vai se deparar com um dos prédios mais antigos de Manaus. O edifício, cuja as primeiras notícias datam de 1867, abrigou diversos órgãos públicos, incluindo a polícia militar, até respirar cultura do teto ao chão: hoje funcionam no local o Museu de Numismática, o Museu da Imagem e do Som, o Museu Tiradentes, a Pinacoteca do Estado, o Ateliê do Restauro, o Salão de Arqueologia e o Laboratório de Arqueologia. Com entrada gratuita, o prédio está aberto de terça e quarta entre 9 e 17 horas, de quinta e sexta entre 9 e 19 horas e aos domingos das 16 até 20 horas. Mais: oesta.do/palacetemanaus. (Praça Heliodoro Balbi, conhecida como Praça da Polícia, s/n; 92-3631-6047).

3. Mercado Adolpho Lisboa

Ir a uma grande cidade e não visitar seu mercado central é um desperdício, seja pela arquitetura - no caso manauense, inspirada no "irmão" francês Les Halles -, pelos produtos típicos que são vendidos - dos temperos e peixes que dão gosto à culinária regional aos inúmeros artesanatos indígenas -, ou pela movimentação de moradores. Com 131 anos, o edifício no estilo art noveau está novinho em folha após a restauração, realizada em 2013, e abre de segunda a sábado, das 8 às 17 horas, e aos domingos, entre 6 e 12h. (Rua dos Barés, 46).

4. Cachoeiras de Presidente Figueiredo

Tire um dia para dar uma escapulida até a vizinha Presidente Figueiredo se quiser desbravar um pouquinho da natureza amazônica. A 133 quilômetros da capital, você vai encontrar grutas, corredeiras, cavernas e mais de 100 cachoeiras. Algumas possuem hospedagem, restaurantes (a maioria deles fica no Parque Urubuí) e a possibilidade de praticar esportes como rafting, caiaque, boia cross e tirolesa. Para saber mais sobre cada uma, acesse oesta.do/presidentefigueiredo. É possível se aventurar sozinho, indo de carro ou de ônibus pela BR-174, ou contratar os serviços de uma agência local. O passeio dura cerca de 9 horas, inclui até três paradas, além do almoço, e custa cerca de R$ 200 por pessoa. A Amazon Explorers (amazonexplorers.tur.br) e a Fon Tour (fontur.com.br) fecham grupos de 5 a 6 pessoas, basta ligar para fazer a reserva.    

5. Museu da Amazônia

"Um museu vivo". É assim que se define este parque, que ocupa 100 hectares da Reserva Adolpho Ducke e foi aberto em 2009. Aqui, mais do que em qualquer outro lugar, você testará todos os seus sentidos para conhecer de perto a complexidade e riqueza da biodiversidade amazônica. Entender melhor as tradições indígenas, descobrir os segredos do rio Negro, caminhar pelas cinco trilhas da mata, passar pelo viveiro de orquídeas e bromélias, subir os 242 degraus da Torre de Observação para avistar, a 42 metros de altura, toda a floresta e, de quebra, fazer uma bela selfie... Tudo isso está à disposição de terça a domingo, entre 9 e 17 horas. Os ingressos, que incluem visitas guiadas, vão desde R$ 8 até R$ 30. De terça-feira, a entrada é gratuita e você só paga para subir na torre (R$ 16). Mais: museudaamazonia.org.br. (Avenida Margarita , antiga Uirapuru, s/n; 92-3582-3188).

6. Pernoite na selva

Quer um pouco mais de aventura? Então troque o dia pela noite no meio da selva. Parece perigoso, mas não é. Com guias capacitados - normalmente os hotéis na região oferecem este serviço -, é possível seguir por trilhas durante o pôr do sol até a chegada a um ponto onde o acampamento é montado e o jantar, servido. O grande objetivo é ver, ou ao menos ouvir, os animais de hábitos noturnos, com destaque para a onça-pintada. Alguns passeios também permitem a pesca em canoas. Sem luxo, a noite de sono no coração da Amazônia acontece em cima de redes. 

7. Ponta Negra

Para os amantes de praia, Manaus também é opção. Localizado na Zona Oeste da cidade, o bairro foi um antigo balneário, aberto ao público somente na década de 1960 e, mesmo assim, com acesso bem precário. Hoje em dia, é uma das áreas mais refinadas da capital, concentrando condomínios de luxo e o Shopping Ponta Negra (shoppingpontanegra.com.br), repleto de lojas de grife. A orla, revitalizada entre 2011 e 2013, ainda oferece anfiteatros, jardins, quadras e mirantes. Aos fins de semana, a avenida é fechada para carros e vira um grande calçadão. Mas atenção: se quiser se banhar nas águas do Atlântico, vá entre 6h e 17h e quando tiver salva-vidas, senão é proibido.  

8. Encontro das águas

Esqueça todo o degradê que você já observou em rios e mares pelo mundo. Por 6 quilômetros, seus olhos vão ver apenas duas cores de água, preta e marrom, que correm lado a lado, sem se misturar, como se disputassem espaço até, finalmente, se encontrarem. Assim é com os rios Negro e Solimões. O fenômeno natural, que ocorre por causa das diferentes temperatura, densidade e velocidade de cada um deles, é um dos atrativos principais de Manaus. Várias operadoras fazem o passeio, que dura cerca de 8 horas e inclui almoço e paradas em outros locais da região, como o Parque Ecológico Janauary (oesta.do/janauary) e comunidades ribeirinhas. 

9. Comidas típicas

Encontrar todo tipo de comida, da coreana à portuguesa, não será difícil em Manaus, afinal estamos falando de uma cidade com 2 milhões de habitantes. Mas tanto quanto ir ao mercadão, sentar num bom restaurante que sirva o melhor da cozinha amazonense é obrigatório. Entre os famosos pratos, está o sanduíche de Tucumã, chamado pelos manauaras de "x-caboquinho" e presente em quase todas as lanchonetes da capital - uma das mais conhecidas é o Café Regional Priscila (Rua das Laranjeiras, 220; 92-3236-4401). O variado cardápio de peixes - o Rio Amazonas concentra cerca de 2 mil espécies, para se ter uma ideia - inclui o pirarucu com farofa e a costela de tambaqui. No badalado Banzeiro (restaurantebanzeiro.com.br), esta última é servida com farofa de ovo e baião de dois. No fim de tarde, sentar no Bar do Armando (oesta.do/bardoarmando), em frente ao Teatro Amazonas, é coisa certa. Lá, experimente o sanduíche de pernil embalado por sons da MPB e do samba. 

10. Central de Artesanato Branco e Silva

Por fim, é hora de ir às compras. Reserve um tempo para conhecer e, quem sabe, levar para casa peças de madeira, cerâmicas, acessórios feitos e comercializados por comunidades indígenas da região - segundo o censo do IBGE de 2010, o Amazonas é o Estado com mais índios no País (0,2% da população local). As 28 lojas do centro de compras ficam abertas entre 12 e 18 horas de segunda, 9 e 18 horas de terça à sexta e das 9 às 16 horas de sábado. Evite ir no horário de almoço, já que muitas fecham temporariamente as portas. (Avenida Ypiranga Monteiro, antiga Rua Recife, 1999; 92-3236-1241). 

*Para saber mais sobre o Amazonas, acesse visitamazonastour.com.

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