Guia para garantir seus direitos. Mesmo com a natureza em fúria

Vulcão islandês mostrou que nenhum turista está a salvo de imprevistos. Mas é possível buscar[br]um mínimo de conforto

O Estado de S.Paulo

27 Abril 2010 | 02h21

A erupção do Vulcão Eyjafjallajokull lembrou ao mundo que até o sistema de transporte mais organizado e eficiente está sujeito a reveses diante de um evento natural de tais proporções. A nuvem de cinzas paralisou os aeroportos da Europa, que tem à disposição dezenas de empresas aéreas e todas as opções imagináveis de voos, horários e conexões. Obrigou muita gente a buscar alternativa em rotas cheias de escalas (leia na página 5), lotou trens e esgotou carros para locação.

Na semana passada, foram 95 mil voos cancelados em 300 aeroportos. Ainda que seja difícil escapar dos transtornos, você pode tomar providências para ter algum conforto em situações assim. Ou, pelo menos, para saber quais são seus direitos.

Afinal, ninguém está a salvo de imprevistos (climáticos, inclusive) em uma viagem. Nem a Europa. Lembra da paralisação dos trens da Eurostar no túnel sob o Canal da Mancha, em dezembro, consequência do frio?

Empresas aéreas

Voo cancelado pela companhia deve ser remarcado sem custo para o passageiro, de acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e o Procon. O Código de Defesa do Consumidor brasileiro diz que a empresa deve pagar hotel, internet, telefone e transporte alternativo quando o cancelamento do voo ocorre em função de fenômenos naturais. Desistências de pacote ou passagem dão direito a reembolso integral. Para reclamar: www.anac.gov.br/faleanac e ww.procon.sp.gov.br. Na Europa o viajante pode pedir reembolso por voos cancelados.

Operadoras

Tenha em mãos o telefone da operadora contratada no Brasil ? e peça ajuda imediatamente em caso de emergência. As empresas aguardam o contato do cliente para prestar assistência. Seu agente consegue remarcar bilhetes, ampliar a estada no hotel e negociar valores mais amigáveis para as diárias.

Seguro

Seguros de viagem, em geral, não cobrem fenômenos naturais. Exceções dependem de cada empresa. A Travel Ace estendeu sem custos as apólices dos viajantes presos na Europa. E colocou à disposição um serviço gratuito de mensagens para contatos com parentes. A Global Travel Assistance prorrogou as apólices apenas de quem entrou em contato ? mas cobrou por cada dia extra.

Aluguel de carro

Muita gente teve a ideia de alugar um carro e ir até Madri, cujo aeroporto continuou em atividade. Resultado: levou quem foi mais rápido. Em emergências, o telefone é mais eficiente que a internet ? peça no hotel os números das centrais de atendimento das locadoras. É comum os preços dispararem. Segundo Paulo Gaba Jr., CEO da alemã Sixt, para devolver o carro em uma cidade diferente daquela em que havia sido alugado, a taxa subiu dos habituais 250 para 1.000.

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