Habilitação internacional: afinal, precisa ou não?

Impossível conhecer a Itália inteira numa viagem só. Você poderia me indicar alguns roteiros? (Camila, São Paulo)

RICARDO , FREIRE, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2011 | 03h09

Numa primeira viagem de 15 dias, o roteiro clássico Roma-Toscana-Veneza é imbatível. Fique cinco dias em Roma, uma semana na Toscana (quatro dias em Siena com carro, três dias em Florença com bate-volta de trem a Pisa) e três dias em Veneza. Depois volte para regiões específicas - Costa Amalfitana, Basilicata e Puglia; Sicília; Milão com Ligúria ou Como; Sardenha.

Quero viajar de carro pela Toscana e Sicília. Vou pelo continente ou pego um ferry? Preciso reservar hotéis? (Nilton, São Paulo)

Não compensa rodar tanto entre a Toscana e a Sicília sem aproveitar nada pelo caminho. Desembarque em Pisa ou Florença, pegue o carro, rode a Toscana e devolva por lá mesmo. Voe de Pisa a Catânia, pegue outro carro e devolva em Palermo. Volte ao Brasil desde Palermo. Reserve os hotéis, sim; não perca o precioso tempo de suas férias procurando hotel in loco.

A dúvida mais frequente de quem vai alugar carro no exterior é quanto à exigência da PID (permissão internacional de dirigir). A verdade é que 99,9% das locadoras jamais exigirão a PID - nem prestarão atenção se você se der ao trabalho de apresentar o documento. (Eu acabei de alugar carros pela Europa, em países como Itália, França, Espanha e Portugal, e a habilitação internacional foi solenemente ignorada.) Apesar disso, vale a pena fazer a PID, sim. No caso de acidentes ou blitze, é o documento que a polícia rodoviária vai querer ver. Procure o Detran para fazer a sua. E não esqueça de viajar também com a habilitação brasileira - sem a carteira nacional, a internacional não tem valor.

* Acompanhe o caminho do colunista em viajenaviagem.com. Esta semana Ricardo Freire está em Portugal

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