Hannover, muito além da feira

Dona do maior parque de exposições e feiras da Europa, Hannover é dessas cidades que entram em seu plano de viagem por motivos estritamente profissionais. Você recebe a notícia de que vai precisar ir a uma feira e se pergunta: mas o que eu vou fazer em Hannover? Trago boas notícias: a cidade é uma graça e pode ser aproveitada não só nas horas vagas de uma feira, como também num pit stop entre Berlim (a 1h40) e Frankfurt (a 2h20) ou Hamburgo (a 1h20).

RICARDO , FREIRE, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2014 | 02h05

Jardins de Herrenhauser e Nikki de St.-Phalle. A 10 minutos de bonde do centro, o Palácio Herrenhauser tem quatro jardins de estilos distintos. O carro-chefe é o Grande Jardim, tido como o mais importante em estilo barroco de toda a Europa. No ano 2000, como parte das atrações da Expo, uma gruta usada pela aristocracia para se banhar no verão foi inteiramente transformada pela artista francesa Nikki de St.-Phalle, que revestiu o interior com espelhos "craquelados" e instalou suas gorduchas, as Nanás, nas fontes.

Prefeitura e centro histórico. Inaugurada em 1913, a nova prefeitura de Hannover foi construída para parecer pelo menos cem anos mais antiga do que é. Ironicamente, foi o único prédio que sobreviveu praticamente intacto aos bombardeios que arrasaram a cidade na 2.ª Guerra. O saguão tem maquetes formidáveis que mostram Hannover antes e depois dos bombardeios. Contemple a cidade do alto da torre e depois passeie pelo centro histórico, que teve suas fachadas reconstruídas como eram em 1945 (incluindo alguns prédios em estilo enxaimel).

Bairro boêmio de Linden. À noite, pegue o bonde 10 e curta a boemia de Linden, que já foi uma cidade à parte e hoje é o bairro mais efervescente de Hannover, graças à mistura de imigrantes, artistas e estudantes que moram e se divertem por ali. A Limmerstrasse é o epicentro da muvuca. A Living Culture Tours (living-culture-tours.de) faz um passeio a pé pelos bares e restaurantes mais descolados.

Museu Sprengel e a arte degenerada. Bernhard Sprengel, um industrial de Hannover, e sua esposa Margrit assistiram em 1937 à exposição de Arte Degenerada em Munique, imaginada por Goebbels e Hitler para mostrar tudo o que não deveria mais ser feito na arte alemã. Os Sprengel ficaram tão impressionados com o que viram que se tornaram mecenas secretos de vários dos artistas expostos (e que dali em diante estavam proibidos de produzir). Seu acervo, doado à cidade, tornou-se a base para o Museu Sprengel, um dos mais importantes de arte contemporânea alemã. Não perca as obras de Kurt Schwitters, o maior nome da arte de Hannover.

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