Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Havaí consagra campeão de surfe; veja dicas para ver tudo ao vivo

Pipe Masters, etapa final do Circuito Mundial de Surfe, agita a praia de Pipeline em dezembro. Brasileiro Gabriel Medina é favorito

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2018 | 06h00

A temporada de ondas está aberta no Havaí e, entre os dias 8 e 20 de dezembro, o Pipe Masters, última etapa do Circuito Mundial de Surfe vai consagrar o campeão do ano – com altíssimas chances de um segundo título para Gabriel Medina. Para quem quiser acompanhar ao vivo a possível conquista do maior ídolo do surfe brasileiro, separamos dicas para aproveitar o melhor de North Shore, em Oahu, a ilha mais famosa do Havaí. 

É no litoral norte, entre Haleiwa e Sunset Beach, que o viajante pode ter um contato próximo com a cultura do surfe e passar dias imerso nesse estilo de vida. Os 12 quilômetros de costa fervem durante a disputa do Pipe Masters – a provas ocorrem nos dias com as melhores ondulações em Pipeline. Além de Gabriel Medina, Filipe Toledo e Julian Wilson ainda têm chances, mas precisam no mínimo chegar à final e torcer contra Medina.

Para o viajante que pretende estar no North Shore nesta época, é importante saber que em dia de competição a estrada Kamehameha fica bastante congestionada. Então, é preciso levar em consideração a dificuldade de estacionamento ou tentar ir de bicicleta se estiver em uma distância pequena do local.

Para além de Pipeline e suas ondas tubulares, duas outras praias famosas pelo surfe são parada obrigatória: Sunset Beach, com seu pôr do sol incrível, e Waimea, uma baía que foi cenário de muitos filmes e que tem as maiores ondas da região. Pela formação rochosa no entorno, é como se a praia tivesse um anfiteatro a sua volta, para contemplação do desempenho dos surfistas mais destemidos.

Claro que o North Shore não vive só do surfe. Quem gosta de mergulhar, uma ótima pedida é Pupukea. Já a Praia das Tartarugas atrai turistas com suas câmeras para ver de perto esses animas. E em Haleiwa é possível dar suas primeiras remadas sobre uma prancha, com aulas e aluguel de equipamentos.

A época das grandes ondas ocorre entre novembro e fevereiro (o visual das praias muda em outros meses do ano) e a temperatura, apesar de pegar quase todo inverno no Havaí, é quente. Pode chover, e isso vai brindar o viajante com belos arcos-íris.

Uma dica importante é que, ao contrário das praias brasileiras, no Havaí não existem barracas e quiosques na areia. A estrutura local nos pontos mais famosos tem apenas banheiro e algumas duchas. Só na estrada pode-se comprar bebidas e comidas, em food trucks. Tem até brasileiro que montou um espaço para vender açaí, brigadeiro e guaraná, para quem estiver com saudade.

O contato com a natureza é a grande atração no North Shore de Oahu, mas em dias de lay day, quando não há competição de surfe por falta de ondas, vale conhecer uma fazenda de macadâmia, comum na região, ou visitar uma loja de ukuleles, instrumento musical de quatro cordas que está cada vez mais popular no Brasil.

Para encerrar o dia, vale experimentar o poke, uma iguaria da culinária havaiana, baseada em peixe cru, que também virou moda no Brasil. De repente, você pode ter a sorte de cruzar em seu caminho com Kelly Slater, maior surfista de todos os tempos, ou Jack Johnson, compositor de vários clássicos do rock que tem uma bela casa em Pipeline.

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