Evelson Freitas/AE
Evelson Freitas/AE

Herança colonial com aroma de café

Fazenda do Pinhal: turismo com visitas guiadas

02 Fevereiro 2010 | 14h42

Atrás da imponente portaria surge uma casa grande marcada por uma fileira de janelas coloniais azuis perfeitamente retangulares na fachada. Herança de um tempo em que as economias do açúcar e do café movimentavam e levavam prosperidade ao interior do Estado de São Paulo. E proporcionavam a formação de um acervo de móveis, senzalas, capelas, terreiros e engenhos.

 

Uma das fazendas mais representativas daquele período, entre os séculos 18 e 19, reabriu suas portas aos visitantes. Localizada na área rural de São Carlos, a 237 quilômetros da capital, a Fazenda do Pinhal foi pousada com 14 quartos até janeiro do ano passado. Mas, por ser tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), as acomodações foram fechadas aos hóspedes, com objetivo de facilitar a preservação das características originais da propriedade.

 

Hoje administrada pela Associação Pró Casa do Pinhal e transformada em museu, seus móveis e utensílios do século 19 podem ser novamente admirados pelos turistas em um programa de visitas guiadas que será oferecido até 31 de março – o período poderá ser estendido.

 

Com as devidas explicações históricas, os monitores mostram as áreas externas, como os terreiros de café e o pomar, e os cômodos da casa-sede. O visitante descobre que as casas construídas no período açucareiro não tinham varandas nem jardim externo para evitar que estranhos vissem as mulheres da família e que elas tivessem contato com os escravos. Assim, espaços de uso coletivo, como a capela, são internos. E existe uma ala separada para os hóspedes, com sala de estar e um quarto, sem comunicação com o restante da casa.

 

A fazenda pertenceu a Antonio Carlos de Arruda Botelho, o Conde do Pinhal, um dos principais acionistas da Rodovia Rio-clarense. Sua história está ligada à criação do município de São Carlos.

 

Na propriedade ocorrem também cursos nas áreas de museologia e conservação do patrimônio histórico, além de atividades educativas. Visitas escolares, aliás, não são cobradas.

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