Herança colonial em Valença

Casario histórico merece visita na cidade portuária

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2009 | 02h21

A justificada ansiedade de ver os pontos mais badalados da região faz muitos turistas passarem batido por Valença. Tente não cometer tal equívoco. Essa cidadezinha de 80 mil habitantes é mais que um estacionamento para deixar o carro e seguir viagem de barco até Morro de São Paulo - basta olhar em volta e notar o casario colonial do porto.

 

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O patrimônio arquitetônico, além das praias, merece dedicação. Depois de 133 quilômetros de estrada desde Salvador, explore por um ou dois dias a capital da Costa do Dendê antes de continuar a travessia.

Às margens do Rio Una estão vestígios da época colonial. Perca-se pelas calçadas de pedras irregulares até alcançar a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, construída em 1757. Dentro dela, admire os mosaicos de azulejos portugueses. Ao caminhar para fora, perca o fôlego com a vista panorâmica que chega até Tinharé.

No centro, dedique algumas horinhas visitando o conjunto de sobrados da Praça da República, o Teatro Municipal e o prédio da Câmara de Vereadores, construções do século 19. Em seguida, vá às ruínas da Fábrica Todos os Santos, a primeira indústria de tecidos com energia hidráulica do Brasil, de 1844.

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Depois de conhecer a herança cultural você vai querer sossego. Não hesite em percorrer os 20 quilômetros até Guaibim para ver praias, cachoeiras e manguezais. A principal praia é a Ponta do Curral, local de desova de tartarugas-marinhas. De lá, avista-se o farol e os primeiros contornos de Morro de São Paulo.

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