Tiago Queiroz/Estadão
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Hopi Hari: legal, com ressalvas

Visitamos o parque em uma turma composta por três mães, uma criança de 7 anos, uma de 6 e dois bebês de 1 ano e meio 

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2019 | 03h50

Assumo: só fui ao Hopi Hari porque uma amiga nos deu ingressos de presente. É um parque com histórico problemático, você sabe. Teve acidente com morte de uma adolescente em 2012. Entrou em crise, fechou as portas, reabriu. No passado, sobravam relatos de funcionários impacientes e um ambiente não exatamente gostoso. Enfim, nada que servisse de incentivo a ir até Vinhedo (72 km de São Paulo) e pagar R$ 109,90 do ingresso individual (R$ 199,90 para duas pessoas, R$ 349,90 para cinco mais estacionamento).

Eu nunca tinha ido, e aceitei o presente prometendo a mim mesma ressalvas em nome da segurança do meu filho. Brinquedos altos ou rápidos seriam avaliados caso a caso. 

Veja as impressões de nossa visita, em um domingo de outubro passado – nossa turminha era composta por três mães, uma criança de 7 anos, uma de 6 e dois bebês de 1 ano e meio. 

A chegada

Na Rodovia dos Bandeirantes, a sinalização para a entrada do parque é correta. Na Rua Hopi Hari a coisa fica chatinha. Em vez de indicar claramente o estacionamento, as placas estampam “paradero”, o termo em “hopês”, idioma do parque. O tal do “hopês” é uma ideia que deu errado e deveria ter sido abandonada – apesar da obviedade, você não vai fazer a ligação entre as palavras num carro cheio de crianças ansiosas. A sinalização de saída do estacionamento e acesso à rodovia é péssima. Guarde bateria do celular para pedir ajuda a um aplicativo de mapas nesse momento, ou você se verá a caminho de Campinas, mas querendo ir para São Paulo, e vice versa.

A estrutura

Dividido em cinco áreas, o parque está bonito e bem cuidado. A rua principal, mesmo sem ser um Magic Kingdom, causou bom efeito, com cenografia caprichada e a roda-gigante de 44 metros de altura Giranda Mundi como centro das atenções. Há um bom número de pontos de venda de comidinhas para petiscar, como cachorro-quente, pizza, doces e sorvetes. A praça de alimentação principal, batizada de Sala de Justiça, tem refeições mais variadas. Como não sabíamos o que esperar, levamos um piquenique para as crianças (é permitido). 

O porém é que o Hopi Hari foi construído em uma área com índice de chuvas baixíssimo. Ótimo, mas ninguém pensou em sombra. Perto da entrada da Liga da Justiça há uma praça arborizada, e é só ali que você encontra sombra para alimentar as crianças. No restante do parque, com sol a pino, a maioria dos bancos está tão quente que não dá para sentar. O cuidado com o parque ficou mais preguiçoso no fim do dia, quando havia bastante lixo pelo chão e os banheiros estavam miseráveis.

Os brinquedos

La Tour Eiffel é a atração onde aconteceu o acidente fatal. Está fechada, e há informações de que vem sendo reformada, mas ainda sem previsão de reabertura. 

Os brinquedos mais radicais exigem altura mínima de 1,40 m. Katapul (a montanha-russa do Superman), o chapéu-mexicano Trukes di Pinguim e a montanha-russa de madeira Montezum estão nessa categoria, para frustração do meu filho. Com 1,27 m, ele pôde se divertir no barco viking Vulaviking, na montanha-russa Bat Hatari, no rafting no Rio Bravo, no touro mecânico e no carrinho de bate-bate Dismonti. O barquinho Spleshi tem a fila mais lenta que já experimentamos na vida. Sabe fila que não anda? Desistimos. Com os bebês, curtimos os brinquedos suaves da área Infantasia.

Vale a pena?

Os adultos passam alguns desconfortos, mas as crianças, definitivamente, se divertem. O parque tem muito a aprimorar, mas inspirou confiança. É nítido o esforço de todos para proporcionar uma boa experiência – os tempos de funcionários grosseiros ficaram para trás. Outra postura interessante foi que alguns brinquedos interrompiam seu funcionamento para manutenção enquanto esperávamos na fila; dava para notar que a preocupação com qualquer chance de defeito era gigantesca. Melhor assim. Funciona de quinta-feira a domingo.

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