Hospitalidade e quietude de uma natureza quase intocada

Natureza e silêncio são o que Baracoa oferece de melhor ao viajante, num local que guarda beleza original

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

24 Março 2009 | 02h37

Negrím pedala valentemente o bicitáxi por 10 acidentados quilômetros. Apesar do esforço, fala sem parar. Conta histórias e mostra pontos de interesse no trajeto: a fábrica de chocolates "inaugurada por El Che em abril de 1963", e El Yunque, a montanha-símbolo da cidade, com 575 metros e cume plano. Aos 50 anos, Eugénio Lopez Martínes, ou Negrím, tem corpo de um maratonista de 30 e rosto de um homem de 70.

 

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Antes de sairmos da cidade, ele faz questão de parar em sua própria casa e de apresentar sua família: mulher, filho, filha e neta. Ganho água de coco colhido no quintal e seguimos para o Rancho Toa, na foz do rio de mesmo nome, o mais extenso de Cuba, com 126 quilômetros.

Natureza e silêncio são o que Baracoa oferece de melhor ao viajante. Ainda fora do circuito turístico mais conhecido, mantém suas belezas preservadas e praias quase desertas.

No Rancho Toa, um passeio de 15 minutos de canoa leva a uma praia onde há apenas uma cabana feita com pedaços de madeira e palha. Pescadores constroem abrigos afim de acampar dias sem voltar à cidade. O mar é limpíssimo e gelado.

Na volta, sobre uma ponte, Negrím me mostra o ponto do Rio Toa onde as famílias locais fazem piqueniques. "Na sua próxima visita, traga a família", recomenda. "Então compraremos cervejas e passaremos um domingo nesse rio."

linkRancho Toa: Estrada Baracoa-Holguín. Passeio de canoa: 3 pesos conversíveis (R$ 7,50)

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