Igrejas, procissão e rota de 100 km

Símbolos de devoção em Minas, no Espírito Santo e em outros destinos cultuados do Norte e Nordeste

Natália Zonta, O Estado de S.Paulo

24 Março 2009 | 02h38

Rumo ao Norte do Brasil, muitas cidades com apelo religioso e, claro, turístico aparecem no mapa. O roteiro vai da mineira Ouro Preto, passando por Vitória, no Espírito Santo, e pelas nordestinas Salvador e Juazeiro, até Belém, no Pará.

 

Tradição: lavagem da escadaria do Bonfim atrai milhares de fieis

 

Ouro Preto

A religião foi o tema preferencial de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814). Em Ouro Preto, uma boa forma de conhecer sua obra é o Museu Aleijadinho (www.museualeijadinho.com.br), circuito que passa por três igrejas: Santuário Nossa Senhora da Conceição, São Francisco de Assis e Nossa Senhora das Missões, atualmente fechada para restauro.

 

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Vitória

São 100 quilômetros pelo litoral do Espírito Santo, passando por praias, áreas verdes e pontos que fizeram parte da vida de José de Anchieta (1534-1597). A rota que reproduz os caminhos seguidos pelo padre começa na capital e inclui Vila Velha, Guarapari e Ubu, um vilarejo fundado pelo beato, além do Santuário de Anchieta, erguido por ele em 1597. Pode ser feita em qualquer época, mas fica mais especial em junho - neste ano, entre os dias 11 e 14 -, quando romeiros a percorrem juntos. Informações: www.abapa.org.br.

Salvador

A capital baiana tem mais de 300 igrejas, mas seu maior expoente de fé é mesmo a de Nosso Senhor do Bonfim, que consegue unir seguidores do catolicismo e do candomblé. O prédio, erguido entre 1740 e 1754, tem azulejos brancos portugueses na fachada e atrai tanto senhoras católicas quanto baianas vestidas com toda a indumentária que lhes é de direito. O evento anual mais famoso da igreja é a lavagem da escadaria, feita pelas baianas. O ritual ocorre sempre na segunda quinta-feira de janeiro, após o Dia de Reis. Site www.senhordobonfim.org.br.

Juazeiro

Mesmo sem ter o reconhecimento da Igreja Católica, a crença em Padre Cícero (1844-1934) leva, todos os anos, cerca de 2 milhões de fiéis a Juazeiro do Norte, no Ceará. Gente que acredita que o "Padim Ciço" foi injustiçado pelo Vaticano, que o considerou um impostor - por isso, foi suspenso da ordem em 1897. O religioso, que completaria hoje 165 anos, é homenageado em diferentes pontos da cidade que ele ajudou a fundar. O monumento mais visitado é a estátua de 27 metros instalada na Serra do Horto. Na Capela do Socorro, os fiéis podem orar no altar-mor, onde estão os restos mortais do santo popular.

Passagens da vida de Cícero Romão Baptista podem ser acompanhadas no Museu Vivo, no Museu Padre Cícero e no Memorial Padre Cícero. Site: www.juazeiro.ce.gov.br.

Belém

Todos os anos, uma multidão segue pelas ruas de Belém sem se importar com o calor ou a falta de espaço. A procissão do Círio de Nazaré, realizada sempre no segundo fim de semana de outubro, reúne nada menos do que 2 milhões de pessoas.

A tradição da procissão começou em setembro de 1793. Hoje, quando os sinos batem 7 horas, os romeiros começam a acompanhar a imagem da santa pelo trajeto de 4,5 quilômetros entre a Catedral da Sé e a Basílica do Santuário. O percurso leva, em média, duas horas. Site: www.ciriodenazare.com.br

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