Bruna Toni/Estadão
Bruna Toni/Estadão

Ilha das Peças: total calmaria

Pouco mais de 300 pessoas vivem ali

O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2017 | 04h52

O tempo nublado que encobria a Ilha das Peças, uma das áreas insulares pertencentes ao município de Guaraqueçaba, foi esquecido tão logo fomos apresentados ao inusitado Paulo Teodoro Dias. Ao lado da mulher, ele é proprietário do bar-restaurante que leva seu sobrenome.

Sem cerimônia, Paulo já se apresentou segurando uma bacia de peixes que acabara de pescar para a hora do almoço. Os pratos do cardápio são sempre preparados em panela limpa e com óleo novo “para evitar a contaminação da região por óleo”, afirma Paulo. Entre as opções, a pescada frita acompanha camarão ao molho, arroz, salada e batata frita e custa R$ 40; o linguado sai a R$ 55 por pessoa.

É na bebida que está, de fato, a exclusividade do Restaurante Teodoro Dias. Apesar de dizer que não gosta mais de prepará-la, Paulo sabe que sua famosa caipirinha feita e servida no vidro de palmito faz sucesso. “Na verdade, eu sou o cachaceiro, né? Faço no vidro para todo mundo ficar com nojo e não me pedir mais”, brinca ele, antes de chacoalhar o primeiro recipiente, com cachaça e kiwi.

Sem qualquer vestígio de palmito e realmente deliciosos, os drinques também são feitos com morango, limão e maracujá e custam R$ 20 – bem justo para um vidro onde cabem 500 gramas de pupunha, não?

Vale a pena se acomodar nas cadeiras do lado de fora ou na areia fina da praia, que serve de estacionamento para barquinhos de cores e qualidades diferentes. Acompanhe o vaivém da água, quase o único movimento de um lugar onde moram apenas 350 pessoas, pescadores em sua maioria, e novas construções são proibidas. Ali, o tempo congela entre o pulo de um boto e outro. 

Onde ficar: como Ilha das Peças não tem estrutura hoteleira, o ideal é se hospedar na Ilha do Mel ou em Guaraqueçaba  

 

Como ir: de barco. Há agências fazendo o passeio, como EcologicaTur.com.br

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