Visit Britain
Visit Britain

Inglaterra para boleiros: uma caixinha de surpresas

No país onde nasceu o futebol, percorremos museus e estádios em Londres, Manchester e Liverpool, assistimos a jogos e até no encontramos com astros do mundo da bola

Felipe Mortara, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2019 | 04h00

Naquela tarde de outubro, durante uma visita guiada ao Etihad Stadium, a casa do Manchester City, dois momentos marcaram. Assistir a um poderoso vídeo motivacional no vestiário sentado no lugar do volante brasileiro Fernandinho e posar para uma foto ao lado do técnico catalão Pep Guardiola. Ou melhor, ao lado de um boneco de papelão dele em tamanho real. Claro, era o máximo que o visitante de um tour convencional pelo clube poderia almejar. Porém, a noite em Manchester se revelou como aquele clichê sobre o próprio futebol: uma caixinha de surpresas.

Algumas horas depois, jantávamos no novíssimo restaurante Tast, no centro da cidade. De sobretudo preto, o senhor esguio, calvo e de barba cumprimentava o chef e alguns garçons. Seria mesmo ele? À medida em que se aproximava de nós e ocupava a mesa vizinha, não me restaram dúvidas: Pep Guardiola sentava-se ao nosso lado. Ex-jogador e ex-técnico do Barcelona, o catalão de 48 anos está há três temporadas à frente do Manchester City. Nem 10 minutos depois, acompanhado pela esposa, entra um homem negro, alto e magro, que prontamente vai cumprimentar Guardiola. Era Fernandinho, volante do City e da seleção brasileira. Deus é um cara gozador. 

Grande cronista futebolístico, Nelson Rodrigues dizia que “sem sorte não se chupa nem um Chicabon, pois você pode engasgar com o palito”. É claro que nada pode garantir que você também terá a chance de estar tão perto assim de dois astros da Premier League, a primeira divisão do campeonato inglês. Mas ter ótimas experiências na terra natal do futebol não vai depender do acaso – seja visitando as casas dos times de Manchester ou mesmo em Liverpool, que divide os atrativos do mundo da bola com as memórias dos Beatles. 

Nada, no entanto, substituirá a emoção de assistir a um dos jogos ao vivo. Embora vez ou outra os noticiários ainda deem destaques aos hooligans (torcedores violentos), as duras medidas – que incluem banir o vândalo do futebol – surtiram efeito, e a atmosfera que encontrei foi de paz. Vale comprar algum adereço para apoiar o time da casa: um cachecol é um item econômico e útil no clima londrino, e vem bordado com detalhes como a data da partida. Só não faça como eu, que comprei antes do jogo, por 10 libras (R$ 48) – na saída, custava apenas 4 libras (R$ 19).

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.