Inseparável companhia de férias

Já que não há como evitar a mala, escolha a que mais combina com o seu roteiro

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

30 Junho 2009 | 02h34

Bom seria sair pelo mundo sem lenço e sem documento, munido apenas da curiosidade de conhecer outras culturas e de uma máquina fotográfica. A vida real, porém, impõe ao viajante uma companheira quase sempre pesadona e desprovida de charme. É ela, a mala, que de tanto aprontar das suas virou um indesejado adjetivo.

Para fazer justiça, é necessário reconhecer o esforço dos fabricantes para tornar o acessório mais leve, prático e bonito. Como prova estão aí as opções com quatro rodas e giro de 360 graus, capazes de facilitar muito a caminhada entre o táxi e o balcão de check-in.

Rodas com freios e um cadeado que aceita a chave-mestra usada nos aeroportos dos Estados Unidos, para evitar que seja quebrado na hora da revista, são novidades da linha Quadrion, da marca Samsonite. A Primicia lançou a linha Graphis Luxor, com forração externa de PVC, material mais resistente que o tecido.

Mas toda tecnologia perde a utilidade se a mala escolhida não for adequada ao tipo de viagem. Eleger o modelo que mais combina com o roteiro não é tarefa difícil, poupa muito esforço em vão e evita que a mala se torne persona non grata nas férias.

Os detalhes devem ser levados em conta na escolha. Para longas viagens ao exterior, por exemplo, a recomendação mais comum é a mala rígida, feita de materiais duros como plástico e alumínio, ótima para proteger roupas e objetos pessoais do poder destrutivo das esteiras. Mas quem não tem transfer agendado nem garantia de carregador no hotel faz bem em reconsiderar essa opção. Estações de trem e metrô nem sempre contam com escada rolante. Uma mochilona com rodas e alças nas costas faz milagre nessas situações.

Para facilitar os deslocamentos, a bagagem de mão deve ser uma mochila ou sacola para pendurar no ombro, caso a mala principal seja um modelo com rodas. E vice-versa. A bagagem que vai com o passageiro na cabine, aliás, é um item que costuma ser tratado sem o devido cuidado. Viajantes só percebem a sua importância naqueles minutos angustiantes de espera pela mala que teima em não surgir na esteira. Não à toa, é nesse momento que todo mundo percebe o quanto a companheira de viagem é, apesar de tudo, querida.

Destino urbano

Mala: não-rígida

Para viagens: de qualquer distância, em destinos urbanos

Porque: é flexível e tem extensor; sempre cabe mais alguma coisa

Desvantagem: não é 100% impermeável

Preço: R$ 1.386 o modelo Quadrion, da Samsonite, no tamanho médio

Bate-e-volta

Mala: escritório

Para viagens: profissionais de curtíssima duração

Porque: acomoda o laptop e pode ser levada a bordo Desvantagem: pouco espaço para roupas

Preço: desde R$ 400 a Maleta PC, da Primicia

Baby bag

Mala: mole tipo sacola

Para viagens: em família, com as crianças

Porque: roupa infantil não amassa e não pesa

Desvantagens: não é impermeável

Preço: sacola Primicia Aqualung, desde R$ 160

Com emoção

Mala: mochila

Para viagens: de aventura ou mochilão urbano

Porque: acomodada às costas, distribui o peso

Desvantagem: não há roupa que continue passada na mochila

Preço: Modelo X+2, da Samsonite, R$ 1.300

Curinga

Mala: semirrígida

Para viagens: de avião, carro, ônibus ou trem

Porque: é mais leve e fácil de acomodar que a mala rígida. Se amassada, volta à forma original

Desvantagem: protege apenas parcialmente o seu conteúdo

Preço: Graphis Luxor, da Primicia, cerca de R$ 300

Descanso prolongado

Mala: rígida

Para viagens: de longa distância e duração

Porque: protege bem seu conteúdo

Desvantagem: é pesada - até 7 quilos vazia. Muito pressionada, pode quebrar

Preço: da Rimowa, com divisões internas, R$ 3.030

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