Fernando Gabeira/AE
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Instituições em Fernando de Noronha ajudam a proteger a fauna local

Presença do Projeto Tamar pode ser um elemento de equilíbrio na tentativa de se buscar um caminho sustentável

Fernando Gabeira/Especial para o 'Estado', O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2012 | 21h05

Tartarugas, golfinhos e tubarões estão entre as espécies especialmente protegidas em Noronha. Projeto Tamar (tamar.org.br), Golfinho Rotador (golfinhorotador.org.br) e o Museu dos Tubarões (81-3619-1365) são pontos centrais de visita para quem se interessa pela vida marinha.

Tanto o Tamar como o Golfinho Rotador são experiências que têm a participação do Instituto Chico Mendes e patrocínio da Petrobrás. O Tamar surgiu a partir das constantes matanças de tartaruga documentadas por pesquisadores. O projeto evoluiu de tal forma que não se limita hoje a simplesmente monitorar as tartarugas com chips nas asas e constantes medições. Evoluiu também para a educação ambiental, buscando, simultaneamente, alternativas econômicas para a população.

A presença dessas instituições em Noronha pode ser um elemento de equilíbrio na tentativa de se buscar um caminho sustentável, agora que as empresas praticamente dominam a economia da ilha. Todas as manhãs, a Baía dos Golfinhos recebe pesquisadores que observam os alegres movimentos e os saltos que lhe valeram o nome.

Os franceses chamavam Noronha de a Ilha dos Golfinhos. Mas a aparição de um arquipélago na superfície do mar, com o tempo, atraiu inúmeras aves. As aves marinhas em Noronha voam por fora de instituições protetoras mas podem ser um roteiro especial.

As fragatas aparecem sempre rondando os barcos de pescadores. Mas as noivinhas, brancas, e viuvinhas, pretas, com seus ninhos em árvores que pendem para o mar, são um espetáculo matinal que transmite a sensação de um tempo bem remoto.

Nas principais trilhas, encontram-se ratos. Mas parece que Noronha sempre teve ratos e, em algumas expedições, eles salvaram a galera de morrer de fome. Além dos ratos há o mocó, um tipo de preá que vive de ervas.

A mais ousada e onipresente de todas as presenças é a da mabuia, uma lagartinha que às vezes entra na bolsa de pessoas distraídas. Um lagarto maior, o teju, pode ser visto em muitos pontos da ilha. Onipresente também são os sapos que, no passado, ocupavam a própria estrada. Até hoje, muitos morrem atropelados.

A exploração mais intensa do turismo atrai também grandes navios. E o clima urbano parece despontar com o aumento do trânsito. Policiais de motocicleta rondam a Transnoronha. No réveillon, houve muitos desastres. Nas duas próximas semanas, o modelo de exploração mais intensa será colocado de novo à prova. É a alta estação.

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