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Interatividade é marca em museus de Aarhus

Três museus interativos para visitar

Laura Maia de Castro - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

29 Agosto 2017 | 04h00

Os museus de Aarhus vão muito além da mera contemplação: a interatividade dá as cartas por lá. 

ARoS 

en.aros.dk 

O topo do ARoS é um dos mais conhecidos cartões-postais da cidade. São 150 metros de arco-íris (sim, isso mesmo) por onde os visitantes podem caminhar enquanto observam a vista panorâmica de Aarhus. A obra de Olafur Eliasson (criado entre a Dinamarca e a Islândia) foi inaugurada em 2011 e trouxe ainda mais notoriedade para o belo museu, que reúne o que há de melhor em arte contemporânea. Um dos destaques é a escultura hiperrealista do artista australiano Ron Mueck. Com 4,5 metros de altura, o menino (Boy) agachado no canto de uma das salas impressiona pela riqueza de detalhes e estampa muitos dos souvenirs do museu – tente resistir a eles na loja do ARoS. Entrada a 130 coroas dinamarquesas (R$ 65); grátis até 18 anos. 

Den Gamle By (Cidade Velha)

dengamleby.dk 

Nesse museu ao ar livre, é possível ver como dinamarqueses viviam desde o século 16 até a década de 1970 por meio de 75 prédios históricos restaurados e realocados de diferentes partes do país. Trata-se de uma verdadeira viagem no tempo em que o visitante pode entrar nas antigas construções e ver não só como eram as casas por dentro, mas também como funcionavam sapatarias, relojoarias e farmácias. 

Charretes pelas pequenas ruas de paralelepípedos e atores vestidos com roupas de cada época contribuem ainda mais para que o visitante viaje nas décadas. Prove os bolos feitos a partir de receitas históricas que datam de 1885. Na época do Natal, o local abriga um dos tradicionais mercados de inverno. Ali, é possível ver como a data era celebrada antigamente – e a decoração é de tirar o fôlego.

Dentro do Den Gamle By há outros pequenos museus – entre eles, o dos Pôsteres, com uma coleção de 400 mil cartazes de diferentes épocas e países, e o do Brinquedo, com 5 mil peças (algumas do século 17). Preços variam de acordo com a época do ano; de 75 a 135 coroas dinamarquesas (R$ 37 a R$ 67). Grátis até 18 anos. 

Moesgaard Museum 

moesgaardmuseum.dk/en 

A área externa já vale a visita. O teto inclinado, todo de grama, harmoniza com a paisagem e vira cenário para piqueniques no verão ou um grande tobogã de neve para as crianças escorregarem no inverno. Inaugurado em 2014, o museu apresenta a pré-história de uma maneira surpreendentemente interessante. 

Com instalações multimídia e interativas, o visitante mergulha na Idade da Pedra, do Bronze, do Ferro e pode acompanhar a saga dos vikings. Entre os destaques está o Homem de Grauballe, com mais de 2 mil anos, encontrado em um pântano da região da Jutlândia em 1952. Por causa das propriedades químicas do local, o corpo é um dos mais bem preservados do mundo. 

Impressiona notar a expressão serena, o cabelo, as unhas e o corte na garganta. Há muitas especulações de como o homem morreu, mas uma das mais aceitas é a de que tenha sido em um ritual de sacrifício humano, comum na Idade do Ferro. Entrada a 140 coroas dinamarquesas (R$ 70); grátis até 18 anos. 

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