Irretocável estrutura na Dinamarca

COPENHAGUE

Evelyn Araripe, O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2010 | 02h44

A capital dinamarquesa é tão estruturada para os ciclistas que certos detalhes parecem inacreditáveis. Como o contador em uma avenida para registrar (e exibir, orgulhosamente) quantas bikes já passaram por ali no dia.

Basta inserir 20 centavos de coroa dinamarquesa (cerca de R$ 0,05) para liberar uma bicicleta do sistema público (bycyklen.dk/english). Na devolução, você recebe de volta a moeda. Sim, a pedalada sai de graça.

São 350 quilômetros de ciclofaixas bem sinalizadas. Nas paradas, uma trava para prender a roda traseira ao quadro da bike já garante que ela estará lá quando você voltar. O vento é o único fator que pode atrapalhar a vida do ciclista em Copenhague. As bikes costumam ficar tombadas nas ruas e manter-se em duas rodas se torna mais difícil.

Compacta, a cidade permite uma volta completa em um dia. Comece pela praça central, diante da Radhus, a prefeitura - suba ao topo para uma vista panorâmica. Ali começa a Rua Stroget, que leva ao Nyhavn, canal do século 17 que hoje concentra restaurantes e bares ao ar livre.

Visite o Charlottenborg e o Museu Real de Belas Artes antes de chegar ao Rundetarn, observatório astronômico de 1642, o mais antigo em funcionamento na Europa. Ao lado está o Jardim Botânico. Depois, atravesse os canais para chegar a Christiania, distrito exclusivo para pedestres e ciclistas. Você não vai se arrepender se terminar o dia por lá, para degustar um prato vegetariano no movimentado bar Woodstock.

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