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Islândia

Entre luzes e vulcões temperamentais

Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Se estivesse hoje na Islândia, você teria a oportunidade de admirar a aurora boreal, fenômeno associado ao sol que tinge de verdes, roxos, brancos e outros tons os céus da região do Círculo Polar Ártico durante o inverno do Hemisfério Norte, em uma temporada que vai de outubro a março. Poderia também flagrar mais um dos arroubos temperamentais do vulcão Bardarbunga, que, em erupção desde agosto, vem expelindo lava, fumaça e cinzas pela cratera do vulcão vizinho, o Holuhraun - é possível ver o rio de magma descendo a montanha. E que, segundo prevê o site oesta.do/vulcaoislandia, que acompanha e atualiza diariamente a situação dos vulcões, deve continuar ativo por muitos meses ainda.

Isso somado ao fenômeno do sol da meia-noite, no verão, a cachoeiras imponentes e improváveis, gêiseres explosivos e piscinas termais de cor turquesa compõe um mosaico de motivos expressivos para você visitar a Islândia em 2015. Primeira colocada isolada na nossa votação anual, a cada ano a ilha incrementa o número de visitantes - passou de 400 mil em 2006 para 800 mil no ano passado. E vem investindo em novidades.

O Ice Cave (icecave.is), conjunto de bares e restaurantes escavados dentro do Glaciar Langjökull, deve ser inaugurado em maio. Nos Fiordes Ocidentais, os visitantes agora podem viver a incomum experiência de esquiar do topo das íngremes montanhas até a beira do mar (westfjords.is). 

Na hotelaria, as novidades para 2015 incluem a abertura do Apotek Hotel (diária desde A 122 ou R$ 322; keahotels.is/apotek-hotel), em um prédio histórico que por décadas funcionou como farmácia no centro de Reykjavik. E os novos chalés no Deplar (diária desde A 300 ou R$ 965; elevenexperiences.com), antiga fazenda de tosa de carneiros, cercada por montanhas de mil metros de altura, e convertida em um compacto hotel de luxo. A oferta hoteleira, antes escassa, disparou para 40 estabelecimentos nos últimos anos em Reykjavik.

A capital, distante três horas de voo de Londres e com 200 mil habitantes, convida a beber e comer - algumas esquisitices, é verdade, como carne de baleia e puffin, uma simpática ave migratória.

Uma das mais tradicionais atrações islandesas, a Blue Lagoon (A 35 ou R$ 112; bluelagoon.com) brotou com o acionamento de uma usina geotérmica, de onde afloraram águas quentes, usadas em um spa para tratamentos medicinais e relaxamento - a massagem dentro da água é a mais disputada (A 60 ou R$ 192, meia hora). O nome autoexplicativo é mais um dos atrativos para passar o dia ao ar livre, ainda que sob neve. Bem ao lado da lagoa, os intrigantes campos de lava de Reykjanes criaram um cenário que remete à superfície lunar e pode ser descoberto de quadriciclo (A 70 ou R$ 225, uma hora; atv4x4.is).

Outro gigante imprevisível que ganhou fama foi o Eyjafjallajökull, vulcão que parou o tráfego aéreo na Europa em 2010, provocando o cancelamento de 104 mil voos. Transformada em centro de visitantes, uma fazenda vizinha (icelanderupts.is) hoje exibe filme e mostra fotográfica sobre a erupção.

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