Anelise Zanoni
Anelise Zanoni

José Ignacio: à beira-mar, com estilo

Refúgio de endinheirados, cidade é para quem busca exclusividade e serviço de primeira, mas sem perder a atmosfera despojada que inspira os artistas das muitas galerias da região

Anelise Zanoni, Especial para o Estado de S. Paulo

16 Janeiro 2018 | 04h32

A cerca de 40 quilômetros de Punta del Este habita um universo onde a pressa não faz parte do vocabulário. Prédios altos são proibidos e lojas e restaurantes funcionam basicamente entre a primavera e o verão. Em José Ignacio, a regra é deixar apenas o vento correr, como gostam de dizer seus moradores.

Mas como os ventos que sopram ali passam pela vizinha Punta, a pequena cidade se transformou em refúgio de endinheirados que querem exclusividade ou, pelo menos, fugir do turismo de massa.

Com clima descompromissado e informal, José Ignacio conquistou fama por seu estilo chique e descolado e ao tratamento vip aos visitantes. E é fácil se sentir especial no balneário.

Antiga aldeia de pescadores, a praia tem ruas de terra clarinha, muitas delas sinalizadas por placas de madeira. Assim como Punta del Este, abriga uma Playa Mansa e uma Playa Brava. Só que, às margens do Atlântico, José Ignacio tem dunas e campos próprios para cavalgadas, praias rochosas e de água fria e fazendas escondidas. 

Na rede hoteleira, os resorts são banidos e dão espaço a pousadas e hotéis-butique que capricham na decoração e no atendimento.

Perto do mar estão paradores como o La Huella, que reúne o jet set internacional e tem serviço com direito a chefs renomados e baldes de champanhe. Localizado na Playa Brava, exige reserva se você quiser ficar menos tempo na fila – mesmo no inverno. Durante o dia, o salão principal ferve e mostra a vocação democrática que tem. 

Além da atmosfera informal, o cardápio curto e de alta qualidade chama atenção. Há um menu de sushis e sashimis, uma seleção de prato do dia e receitas com frutos do mar e carnes preparadas na parrilla – entrecot, cordeiro, picanha e matambre suíno. Entre as sobremesas, um dos sucessos é o petit gâteau de doce de leite com sorvete de banana e cookie de amendoim.

Haja fôlego. Para turistar há o Farol de José Ignacio. Chegar ao topo exige cerca de R$ 3 e uns 110 degraus de escada estreita. Do alto de seus 30 metros, a vista compensa: a paisagem mostra as praias Mansa e Brava. E, para quem prefere não subir, em frente ao farol há um caminho com piso de madeira sobre rochas.

A atmosfera especial do vilarejo também se transformou em inspiração para artistas. Não faltam ali galerias com acervos contemporâneos e de bom gosto. Na Los Caracoles, o trabalho pioneiro de Miguel Zerebny e Sebástian Manuelle com mais de 80 artistas tem rendido reconhecimento internacional e arrebanhado turistas. A Galeria de Las Misiones, com sua arquitetura simples e contemporânea, é outra opção para se perder pelo mundo da arte.

Como ir: na alta temporada, a latam.com tem voo direto desde R$ 1.298 e a aerolineas.com.ar desde R$ 1.272, com conexão em Buenos Aires. Voando para Montevidéu, alugue carro no aeroporto ou vá de ônibus (são 130 km): cot.com.uy ou copsa.com.uy

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