Jovens e o turismo por um mundo melhor

Existe uma lição para realizar sonhos e desejos: plantar para colher. Não adianta falar em preservação do meio ambiente, condição essencial para a vida humana na Terra, sem parar de jogar bituca de cigarro na rua e sem reduzir o uso de papel na impressora. A chave para a mudança de comportamento é a conscientização. Somente por meio dela, cada um conhecerá o que pode fazer para ajudar ou, em alguns casos, para atrapalhar um pouco menos. Na luta pela conservação da natureza, o turismo tem se mostrado uma arma importante. Viajantes têm olhos mais críticos e abertos aos problemas do planeta, como secas, inundações e pobreza, que são os primeiros sinais do que pode vir por aí. Pessoas que gostam de viajar, que apreciam as peculiaridades de cada cultura, as histórias dos povos e as maravilhas de outros países não ficam indiferentes a atitudes erradas e participam mais ativamente do processo de reconstrução. Uma parcela muito importante desse público é formada por jovens. De acordo com a revista Youth Travel International Magazine (YTI), eles estão cada vez mais interessados em soluções ecologicamente corretas para minimizar os danos que o homem causa ao meio ambiente. Querem, inclusive, diminuir os impactos das suas viagens a lazer ou a estudo. A publicação é produzida pela World Youth Student & Education Travel Confederation (WYSE), com mais de 550 membros, entre eles, a comunidade global de jovens viajantes e especialistas em educação internacional. A edição 39 da YTI informa que 93% dos jovens turistas gostariam de fazer uma viagem responsável, de baixo impacto, com o máximo de contribuições ao meio ambiente e aos habitantes do destino. É por isso que a campanha por um mundo melhor precisa ser prioridade também do segmento de turismo, com grande foco no público jovem. Cientes de como o planeta pode reagir aos maus-tratos recebidos por anos e de como podem colaborar para amenizar os efeitos, os jovens são aliados nessa luta. Sem falso moralismo, essa também é uma forma de plantar um novo futuro para o planeta e colher um mundo melhor. Precisamos aprender a harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. É dever das empresas oferecer aos jovens opções de turismo sustentável. Bons exemplos são os trens ecologicamente corretos (a Eurostar promete reduzir em 25% suas emissões de gases até 2012) e os trabalhos voluntários que envolvem contato direto com a terra, com os animais e com o meio ambiente. Jovens adoram experiências que resultam em crescimento para si e para os demais. A CI completa, em setembro, 20 anos no segmento de intercâmbio educacional e de turismo jovem. Optou por comemorar engajando-se na conservação ambiental e assinou convênio com a organização WWF-Brasil. Para cada cliente que viaja pela CI, a empresa doa US$ 1 a ações da organização no Brasil. A CI também convida seus clientes a fazer doações de US$ 1 ou mais quando efetuarem suas compras nas mais de 60 lojas em todo o País. A estimativa da empresa é de embarcar mais de 30 mil pessoas em 2008 - a parceria tem por objetivo ajudar o WWF-Brasil e conscientizar os jovens de que é preciso arregaçar as mangas. Pensando na lição citada - plantar para colher -, conclui-se que incentivar ações é uma forma de levar cada um a fazer sua parte por um mundo melhor. Com recompensas no futuro. * Celso Luiz Garcia, diretor da CI Correção A assessoria de imprensa da Experimento informou incorretamente o preço do programa de au pair:custa US$ 150 (até julho), mais R$ 800 de inscrição.

Celso Luiz Garcia, O Estado de S.Paulo

24 Junho 2008 | 03h02

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