Jurerê conquista selo ambiental e vira exemplo na América Latina

Certificada pelo Bandeira Azul, catarinense faz parte do seleto clube das praias mais sustentáveis do mundo

Bruna Tiussu

01 Junho 2010 | 01h50

    Praia aprovada. Foram avaliados nada menos que 32 quesitos para a escolha. Foto: Divulgação    

 

Ao alcançar as areias da Praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, pelo seu principal acesso, logo se vê uma bandeira azul tremulando. Mais que um adorno ao lado das confortáveis espreguiçadeiras e dos enormes guarda-sóis, ela simboliza um status sempre almejado, mas nunca conquistado por outra praia da América Latina: a certificação ambiental do Programa Bandeira Azul.

Possuir esse selo significa ter o reconhecimento de suas ações sustentáveis. Princípios como educação ambiental, segurança para banhistas, qualidade da água e do meio ambiente costeiro formam a base dos critérios avaliados pelo programa. Em 23 anos de existência, o projeto já certificou quase 3.500 praias e marinas de 41 países.

Há quatro anos atuando no Brasil, o selo realizou o último júri nacional no ano passado, quando cinco porções de areia se inscreveram na avaliação: Jurerê Internacional, Mole e Santinho, em Santa Catarina; Tombo, em São Paulo, e Castelhanos, no Espírito Santo. Mas apenas Jurerê Internacional cumpriu os 32 critérios e passou a integrar o seleto grupo das praias mais sustentáveis do mundo.

 

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Características particulares garantiram que a bandeira fosse hasteada na orla, como a excelência da qualidade da água, bons acessos à areia e estacionamento para visitantes, além da criação de um projeto para recuperar áreas de dunas e do grande envolvimento da comunidade no desenvolvimento da região.

Uma Bandeira Azul é válida por um ano e pode ser renovada após outra avaliação. Para se mater com ela, o destino também tem de comprovar que as práticas sustentáveis continuam sendo tiradas do papel.

Para além da beleza. Ninguém contesta a presença de Cartagena das Índias, na Colômbia, Hue, no Vietnã, e a brasileira Praia do Rosa, em Santa Catarina, na lista das baías mais bonitas do mundo. Mas assim como as outras 27 integrantes desse grupo de elite, elas não foram parar lá simplesmente por seus dotes naturais. Também apresentam potencial para difundir os preceitos do turismo sustentável.

As baías são eleitas pela associação The Most Beautiful Bays in the Worlds (www.world-bays.com), criada em 2007 para ajudar a incentivar o ecoturismo. A instituição acredita que elegendo os pontos mais bonitos do mundo - e colocando-os na mira da mídia - conseguirá provocar uma reflexão sobre a necessidade de práticas sustentáveis para a manutenção dos patrimônios. Por isso, ganham vaga no clube baías que, além de formidável beleza, incluam parte da riqueza histórica e cultural de seus países. Atualmente, a lista tem representantes de 23 países.

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