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Ketchikan

Na maior floresta dos EUA, aprender a remar no Lago Ward e conhecer a cultura dos nativos do Alasca

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

19 Abril 2016 | 04h30

KETCHIKAN - Molhado e gelado, o começo de tarde não estava para remo. Descer do ônibus de excursão quentinho, encarar a chuva, vestir uma capa úmida e entrar numa canoa por quê, mesmo? Mas Tongass é uma rainforest, uma floresta úmida, feito a nossa Amazônia. Muda fácil de humor. 

O humor dos visitantes também já tinha mudado antes que parasse de chover. Em grupos de 14 a 16, ocupamos canoas e passamos a meia hora seguinte absorvidos pelas instruções de como remar, devidamente incentivados a participar de uma corrida pelas águas do Lago Ward. Assim, chegamos a um acampamento em outro ponto da margem.

O Lago Ward é um lugar querido dos 8 mil moradores de Ketchikan. Com trilhas, camping e área de piquenique, é frequentado para o lazer. Está a meio caminho entre a cidade e o Parque Histórico Totem Bight State, ao norte, que conserva totens esculpidos em madeira pelos nativos do Alasca e conta a história dos tlingits, principal povo que habitava a região quando os primeiros colonizadores brancos começaram a se instalar, no último quarto do século 19, para abrir na cidade fábricas de salmão enlatado. 

Uma guia conduziu o grupo em uma trilha por dentro da mata, apresentando a vegetação variada e surpreendente da floresta Tongass, a maior dos Estados Unidos. Há ciprestes de mais de 20 metros de altura, folhas com um metro quadrado de área, poças de areia movediça onde a guia enfiou a perna e precisou se apoiar num galho para conseguir sair. O almoço foi servido no acampamento: salmão, sopa de frutos do mar, pão e geleia.

Na segunda parte do passeio, mais remadas pelo lago. O sol apareceu e a tarde abriu.

Palafitas. O centrinho histórico de Ketchikan é o mais interessante entre as cidades de Inside Passage por causa da Creek Street, uma rua comercial dos primeiros anos do século 20 formada por casas de madeira apoiadas em palafitas. Coloridas e em contraste com a verde montanha atrás, rendem ótimas fotos. 

As casas funcionam como lojas e restaurantes. Muitas conservam placas e mobília dos anos de 1920, quando só na Creek Street havia cerca de 20 bordéis. Visitas são guiadas e cobradas.

A Creek Street vende salmão aos montes, em vários preparos e sempre embalado para ser levado por turistas que vêm de longe. Por US$ 12 leva-se 300 gramas. O preço é basicamente esse mesmo nas várias lojas que vendem o peixe pela cidade. Que, além de ser a última parada do cruzeiro (as duas noites e o dia seguinte são passados em navegação), foi a que se mostrou mais variada para compras. Como destaque, joias, pijamas e malhas e a Christmas House, que vende enfeites de Natal o ano inteiro. 

PRATO, SOBREMESA E BEBIDA

1. Salmão: o peixe está em todo prato, nos restaurantes, nos almoços e piqueniques. E, durante o verão, também em toda parte, como atração turística a mais: rios lotam de salmões selvagens nadando contra a correnteza, a caminho da desova em seus locais de nascimento. Para levar, compre em Ketchikan.

2. Fudge: a Alaskan Fudge Company é a fábrica local do doce tipicamente norte-americano feito de gordura, açúcar e leite. Há lojas da marca em todas as cidades visitadas, com dezenas de variedades para degustar: chocolate, castanhas, frutas secas e mais. O fudge é muito, muito doce: compre para dividir.

3. Cerveja: a bebida tem sido companheira dos exploradores do Alasca desde a corrida do ouro. A Skagawy Brewing Companhy foi aberta em 1897 e tem um pub ótimo – peça a da casa, a Spruce Tip Ale. Em Juneau, a Alaskan Brewing Company se estabeleceu em 1986. A Amber é deliciosa.

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