Key West em cinco dicas

A 250 quilômetros de Miami, Key West é o vilarejo de praia mais carismático da Flórida. Seu currículo é extenso: endereço de uma das casas de Ernest Hemingway, ponto do território americano mais próximo de Cuba, base de guerra durante a crise dos mísseis de 1962 entre Estados Unidos e União Soviética, autoproclamada "Conch Republic" (República do Caramujo), destino de boêmios, hippies e gays. E, como se não bastasse, Key West ainda funciona como linha de chegada da impressionante Overseas Highway, uma estrada que une um rosário de ilhotas com suas 42 pontes (a maior delas, a Seven Mile Bridge, mede 11 quilômetros). Para aproveitar mais:

Ricardo Freire, O Estado de S.Paulo

17 Março 2015 | 02h08

1. Dirija sem pressa. A estrada é de pista simples e passa por muitos trechos urbanizados; é difícil fazer o trajeto em menos de quatro horas e não há motivos para isso. O gostoso é ir parando: há mirantes antes de pontes, além de um parque no caminho - o Bahia Honda, que tem uma praia bastante decente. O bate-volta não compensa: só um terço do trajeto é panorâmico: os trechos sem vista para o mar predominam.

2. Não vá por causa de praia. Se procura um hotel pé na areia, fique na metade do caminho, em Islamorada. O contorno de Key West é quase todo de costões: a única praia boa é a do Fort Zachary Taylor. O que não falta, porém, são passeios de barco, desde US$ 40.

3. Fique mais de uma noite. Usando o dia da ida para curtir o percurso, não vale a pena voltar no meio do dia seguinte. Com duas noites, você vai ter pelo menos um dia inteiro para explorar a cidade. Além de visitar a casa de Ernest Hemingway e passear de barco (ou pegar praia no forte), não deixe de caminhar pelas quadras residenciais, onde as fachadas são ainda mais fotogênicas.

4. Afaste-se do porto. A Mallory Square e os quarteirões próximos ao terminal de cruzeiros são tomados por bares e lojinhas de souvenir que poderiam estar em qualquer lugar. Peça seu primeiro chope no Green Parrot, sujinho escondido na esquina da Southard com a Whitehead, onde a trilha é rock da velha escola (seja da jukebox, seja de banda ao vivo). Bons lugares para jantar: o contemporâneo Nine One Five e o elegante Cafe Marquesa (reserve pelo opentable.com).

5. Assista a um show de drag. Shows de drag queens são tradição de Key West. Todas as noites, uma plateia majoritariamente hétero assiste às divas da cidade no Aqua (711 Duval St., US$ 15). Depois da terceira drag você estará pronto para acompanhar RuPaul's Drag Race no Netflix (leia mais sobre Estados Unidos nas páginas 6 a 12).

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