Laranjeiras e São Cristóvão, duas joias do patrimônio nacional

A menos de 25 quilômetros de Aracaju, duas cidades surpreendem pelo casario colonial. E não é só. Laranjeiras e São Cristóvão encantam também por seu artesanato e simplicidade de sua gente.

SÃO CRISTÓVÃO, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2012 | 03h10

Laranjeiras, às margens do rio Cotinguiba, é reconhecida como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Surgiu com a ocupação do Vale do Cotinguiba, região marcada pelo grande número de engenhos e o plantio da cana-de-açúcar. Grupos folclóricos fazem parte da tradição local, especialmente em povoados quilombolas.

Na casa do artesanato é possível encontrar mulheres produzindo peças da chamada renda irlandesa. Apesar do nome, a arte da renda é considerada patrimônio cultural brasileiro. A técnica nasceu na Itália, mas ganhou fama na Irlanda. O aprendizado veio com as missionárias que chegaram a Sergipe no começo do século 20. Tradicionalmente feita em Divina Pastora, a 39 quilômetros da capital sergipana, a renda também é produzida em outros municípios do Estado.

Trata-se de um trabalho meticuloso, paciente. Para compor um metro, a rendeira leva cerca de um mês, trabalhando, em média, cinco horas por dia. O preço, portanto, é equivalente: uma passadeira custa cerca de R$ 300.

Considerada a quarta cidade mais antiga do Brasil, São Cristóvão, antiga capital de Sergipe, preserva suas ruas com calçamento de pedra e tesouros dos séculos 17 e 18. A cidade é hoje um dos sítios arquitetônicos mais importantes do Estado. Igrejas, conventos, sobrados e museus compõem o cenário que leva o visitante a uma volta ao passado.

Uma de suas principais praças, a São Francisco, foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio da Humanidade em agosto de 2010. É lá que se encontra a Igreja e o Convento de São Francisco, cartões-postais da cidade. O conjunto é datado de 1693 e abriga também o Museu de Arte Sacra. A praça ganhou em 2010 nova iluminação dos prédios históricos e foi restaurada. /P.L.

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