Legado com charme

Varanda de frente para o mar, quarto pé na areia, redes que convidam a uma soneca... Muitos dos chamegos que conquistaram as seleções durante a Copa do Mundo estão ao alcance de qualquer hóspede

FÁBIO VENDRAME, O Estado de S.Paulo

29 Julho 2014 | 02h06

Se havia alguma dúvida, não há mais. Do muito que foi prometido, e do pouco que foi feito, serão os turistas, brasileiros e estrangeiros, os maiores favorecidos pelo tão falado "legado da Copa". Novos terminais e repaginação de aeroportos à parte, os hotéis investiram no aprimoramento dos serviços, muitos aproveitaram para efetuar reformas e reformulações - e até uma nova opção de hospedagem foi inaugurada, herança da campeã mundial Alemanha na costa da Bahia.

Sim, há o que comemorar - e, para quem pode, ainda mais a desfrutar. Das 31 seleções que vieram ao Brasil, 27 elegeram meios de hospedagem estratégicos para o turismo. Onde você, caro leitor, tem à disposição mordomias, serviços e cenários testados por jogadores e comissões técnicas. Já imaginou dormir na mesma cama de seu ídolo do futebol?

É claro que nem sempre os hotéis podem revelar detalhes tão precisos, mas hospedar-se nas "casas" das seleções no Brasil empresta magia extra às férias. O tal "legado hoteleiro" da Copa, contudo, precisa ir além. Para o ministro do Turismo, Vinicius Lages, o brasileiro soube tirar proveito de suas qualidades (a simpatia e o talento para receber bem) para minimizar as falhas. "É preciso profissionalizar o turismo e investir em cursos de capacitação e pesquisa tecnológica", afirma.

De acordo com o Ministério do Turismo (MTur), a Copa trouxe ao Brasil mais de 1 milhão de turistas estrangeiros, vindos de 203 países. E, segundo pesquisa do governo, um dos aspectos mais elogiados pelos visitantes foi a hospitalidade - 95% deles declararam intenção de voltar ao País.

O presidente do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), Roberto Rotter, comemora o montante de 960 mil diárias comercializadas ao longo do evento, segundo estudo independente elaborado pela entidade. "Houve 77% de ocupação média em todas as cidades-sede em dias de jogos e vésperas. São números excelentes para todo o segmento", afirma.

"A médio e longo prazo, esperamos um trabalho conjunto entre iniciativa privada (redes hoteleiras) e governos para a exposição dos destinos nacionais em todo o mundo", afirma Rotter. "É preciso trabalhar ainda mais a imagem do Brasil no exterior, criando novos atrativos turísticos e elaborando uma intensa agenda de eventos que mantenham o fluxo de turistas durante o ano todo." Os jogos podem ter acabado, mas ainda há muito o que tirar do evento.

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