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Lembranças de um muro, 25 anos depois

No domingo, a capital alemã celebra a queda do paredão que a dividiu – e fragmentou o país – ao longo de 28 anos. Antes e durante o evento, a data será destacada em pontos-chave dessa história

Mônica Nobrega / Estadão, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2014 | 02h06

A grande festa. 
No primeiro minuto da sexta-feira, dia 7 de novembro, serão acesos os 8 mil balões que reconstituem o traçado original do Muro de Berlim ao longo de 16 quilômetros pela área central da capital alemã. Os adereços integram a instalação Lichtgrenze ("fronteira de luz") e já começaram a ser levados aos seus lugares. Durante dois dias, a cidade lembrará de como era viver dividida pelo paredão - haverá também depoimentos e lembranças de moradores da época distribuídos pela fronteira temporária, as 100 Wall Stories. Até que, no domingo, dia 9, data da queda do muro, os balões, preenchidos com gás hélio, serão lançados aos céus.

E, assim, Berlim vai comemorar os 25 anos do fim da divisão na cidade e entre as Alemanhas Oriental e Ocidental. Pouco depois, de acordo com a divulgação oficial, o maestro Daniel Barenboim, o roqueiro Udo Lindemberg e o ex-vocalista do Gênesis Peter Gabriel se apresentam no palco montado na área do parque Tiergarten, em um festival gratuito e ao ar livre. Detalhes da festa: oesta.do/berlimmuro.

Arte urbana. Um dos pontos turísticos mais famosos de Berlim, a East Side Gallery, trecho remanescente do Muro com 1,3 quilômetro de extensão coberto por grafites de artistas de 21 países, receberá um dos Gathering Spots, os pontos de informação e agendamento de passeios guiados disponíveis ao longo do fim de semana das comemorações, Mais: eastsidegallery-berlin.de.

O horror. No antigo quartel-general da polícia secreta em Berlim, o museu Topografia do Terror, inaugurado em 2010, virou uma das atrações mais visitadas de Berlim. O lugar fala de nazismo, perseguições e assassinatos em massa, mas é indispensável para compreender a história do século 20: topographie.de.

Barreira dupla. O Muro de Berlim era composto por duas barreiras, não apenas uma. E isso você aprende no Memorial do Muro de Berlim (berliner-mauer-gedenkstaette.de/en), que preserva um trecho do antigo complexo de paredão de concreto e cerca de arame, além de torre de vigília - tudo mesclado a intervenções artísticas. O memorial é um dos pontos em que haverá apresentação de música de câmara da Orquestra Jovem da União Europeia, sábado, dia 8, das 17 às 21 horas.

Porta aberta. Na linha do Muro e antigo ícone da separação, o Portão de Brandemburgo virou um monumento à reunificação. A poucos passos está o Bundestag, o prédio do Parlamento com seu domo de vidro. Ali ficará um dos pontos de informação da festa.

Em movimento. O Checkpoint Charlie era uma das barreiras para identificação dos (poucos) cidadãos que conseguiam transitar entre os dois lados de Berlim. Fica no corredor comercial da Friedrichstrasse, junto a um museu dedicado ao Muro: mauermuseum.de.

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