Linhas precisas, com grife

Parar no alto de um morro em Camberra é contemplar o puro charme da mata de arbustos australiana: vastos campos gramados, manchas de floresta de eucaliptos e entardeceres dignos de Instagram. Este posto avançado é a capital nacional da Austrália - e não Sydney, a cidade mais cintilante a três horas de carro ao norte, como geralmente se pensa.

EMMA PEARSE / CAMBERRA , THE NEW YORK TIMES, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2014 | 02h08

Em Camberra, não há praias nem casas de ópera icônicas. Já o estilo chique e sofisticado dos europeus é encontrado mais facilmente a uma hora de voo, em Melbourne. Falta à capital uma desordem de cidade grande, compensada pela beleza do céu aberto, por um orgulho cívico jovial e uma culinária decididamente moderna.

Erguida à margem de um lago artificial e espalhada por um vale entre cordilheiras, Camberra é a Brasília da Austrália, projetada pelos arquitetos americanos Walter Burley Griffin e Marion Mahony Griffin. Em 1911, o casal venceu uma competição para planejar o coração político do país porque as litorâneas Sydney e Melbourne viviam às turras sobre qual era mais fabulosa.

Um ano após as comemorações do centenário da cidade e com um afluxo constante de artistas e gastrônomos, Camberra é mais apreciada com inalações profundas do ar da montanha e o ouvido sintonizado nos chamados das cacatuas de crista amarela e papagaios carmim. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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