Los Angeles vezes quatro

O cinema a tornou quase manjada, mas a cidade acha jeitos de surpreender: em busca de folga na praia ou da mística Hollywood? É claro que tem

RENATA TRANCHES / LOS ANGELES, O Estado de S.Paulo

01 Julho 2014 | 02h07

Ela está nos filmes, nos seriados, reality shows. Andar por Los Angeles é conviver com a sensação constante de déjà vu. Há certa familiaridade na paisagem até mesmo para os visitantes que chegam ali pela primeira vez, tamanha é a impressão de já ter passado por uma de suas esquinas, calçadas e praias. Mas não subestime sua capacidade de surpreender.

Um dos principais destinos turísticos dos Estados Unidos e destaque na costa oeste - posição que divide com São Francisco, também na Califórnia, e Seattle, em Washington -, Los Angeles se reinventa com velocidade respeitável e revela agradáveis surpresas mesmo em programas manjados.

A diversidade de ambientes e circuitos garante diferentes maneiras de conhecer ou revisitar a cidade. É como se existisse uma Los Angeles para cada desejo turístico - nesta e nas próximas páginas você confere quatro desses estilos de estar na cidade do cinema por excelência. Em comum, tais roteiros guardam o diálogo bem próximo com a indústria do entretenimento. Referências à tela grande e suas celebridades são uma constante.

À sua maneira. O primeiro dos estilos de estar em Los Angeles que experimentamos foi o litorâneo, descompromissado, sem frescuras e com pé na areia. Hospedar-se na orla, nas regiões de Santa Monica, Venice ou Malibu torna fácil a rotina de correr ou praticar ioga na praia, andar de bicicleta e apreciar bons frutos do mar em badalados restaurantes. Já se a ideia for se jogar nos clichês e em uma pitada do mundo mais alternativo das noites locais, a segunda opção tem como alvo a inevitável Hollywood e arredores, onde glamour e decadência andam juntos.

A terceira opção abrange os efervescentes e coloridos Downtown e Arts District. Um recém-inaugurado hotel no centro de Los Angeles e a mutação de uma antiga área industrial em uma grande galeria a céu aberto têm atraído cada vez mais um público hipster e moderno à região, transformando-a numa das mais interessantes da cidade.

Para quem busca mesmo o luxo que o dinheiro pode comprar e uma atmosfera vip algo caricata, nossa última sugestão é Beverly Hills, um clássico. Hospedar-se de frente para Rodeo Drive e sair para fazer compras em um Rolls Royce estão inclusos no cardápio.

Seja qual forem as escolhas, a primavera (até junho) garante clima ameno, sem chuva ou frio demais, e programas mais tranquilos, livres das multidões da alta temporada de verão - que, por sua vez, começa agora e torna a cidade ainda mais animada. Só não se deixe enganar com o frescor trazido pela brisa do Pacífico e, portanto, não se descuide do protetor solar. Outra informação relevante: manhãs enevoadas são bem comuns por lá. Paciência que o sol aparece, sim.

Como ocorre em várias cidades dos Estados Unidos, boa parte de Los Angeles fica mais fácil de ser visitada de carro. Os preços podem variar de acordo com a época e a procura, mas o aluguel de um modelo econômico por uma semana, com retirada e entrega no aeroporto, custa em média US$ 370 (R$ 820).

O transporte público, com ônibus e metrô, cobre parte da Grande Los Angeles e funciona bem entre o centro e Hollywood, mas fica mais difícil quando o objetivo é ir um pouco mais longe - Santa Monica, por exemplo.

Voo. Para o brasileiro ficou mais fácil visitar a cidade desde que foi lançado o voo direto e diário entre São Paulo e Los Angeles, que a American Airlines opera desde dezembro. Um trajeto que, desde então, leva cerca de 12 horas e dispensa as paradas de conexão em cidades como Miami ou Atlanta - a conexão aumentava em pelo menos quatro horas a duração total da viagem.

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