Lugano, a queridinha dos vizinhos italianos

Clima mediterrâneo abre espaço para ótimas atividades ao ar livre, tanto no lago quanto nas montanhas ao redor

Bruna Tiussu / MAGGIA, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2010 | 01h35

LUGANO

É fácil entender por que Lugano, a maior cidade de Ticino, se tornou a colônia de férias dos italianos. Cercada por montanhas que conservam a neve lá no topo o ano inteiro e com um enorme lago de águas esverdeadas, oferece atividades que vão do esqui à vela. Fica na região do país com clima mais agradável, tipicamente mediterrâneo, culinária influenciada pelo país vizinho e uma população que adota o italiano como primeira opção. Tudo isso a apenas uma hora - de carro ou trem - de Milão.

Se não bastasse, os nativos de Ticino são notadamente hospitaleiros. Dizem que têm o privilégio de viver na melhor porção da Suíça, e se animam ao encontrar turistas que foram até lá tirar a prova disso.

Charmosa como a maioria das praças centrais da Europa, a Piazza Grande é o coração da cidade, onde estão a prefeitura e os melhores restaurantes. Caminhando ao seu redor, esbarra-se em pequenos cafés, bares e boas lojas.

Ao fim dela já se avista o Lago Lugano, onde os visitantes se dividem entre passeios de barco, a prática de vela e, não raro, o nado - a temperatura média da água é de 24 graus.

Pitoresco. O ponto alto de um tour pelo lago são os preservados vilarejos de pescadores, como Grandia e Campione, que se formaram nas encostas montanhosas, às margens da água.

Campione é tipicamente italiana. Tanto que Mussolini escolheu o local para construir um cassino - reformado pelo arquiteto Mario Botta em 2007, é hoje uma construção enorme, de nove andares, que destoa da paisagem. Atualmente, 2.500 pessoas vivem na aldeia. E se gabam de até Lugano apenas quando necessário.

Em Capolargo, é possível pegar o trem que leva até bem perto do topo do Monte Generoso, a 1.704 metros. O percurso de ida e volta custa 39 francos suíços ou R$ 68 (mais informações no site montegeneroso.ch). Dali, basta fazer uma caminhada de não mais que 15 minutos para garantir o privilégio de uma vista 360 graus. Lugano e outras cidades de Ticino estarão literalmente a seus pés.

Saiba mais

Como ir: O trecho SP-Zurique-SP custa desde US$ 1.263,46 na Lufthansa (lufthansa.com), com escala, e US$ 1.331 na Swiss (swiss.com), voo direto. A viagem de trem de Zurique para Lugano leva 3 horas (desde R$ 99)

Moeda: o país não faz parte da União Europeia e mantém moeda própria: 1 franco suíço vale 0.75 ou R$ 1,74

Línguas: as oficiais são alemão, francês, italiano e o reto-romano, dialeto de origem latina. Quase todos dominam também o inglês

Pacotes: veja opções no blogs.estadao.com.br/viagem

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.