Marcelo del Pozo/Reuters
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Mulheres que viajam sozinhas: tudo o que você precisa saber

Quais os melhores destinos para elas? Todos, basta se preparar. Confira nosso manual com dicas e roteiros para ajudar as viajantes a caírem na estrada em sua própria companhia

Mônica Nobrega, *Reportagem atualizada em 7/3/2018

23 Maio 2017 | 04h31

Compromissos de última hora impediram o noivo de Fernanda Nossa, hoje com 32 anos, de embarcar com ela para Porto de Galinhas, apesar de o pacote estar pago. Cecília Lisboa, de 65 anos, estava no quarto ano da faculdade de medicina e não achou quem topasse acompanhá-la no mês de férias entre comunidades indígenas no Xingu – isso lá nos anos 70. Marina Bueno, de 33, esbarrou na promoção dos sonhos de passagem aérea para a Austrália, e Christiane Alves, de 40, quis porque quis contrariar quem dizia que ela não deveria ir sozinha para a Turquia. Assim, cada uma a seu modo, todas estas mulheres decidiram viajar sozinhas pela primeira vez. E não pararam mais.

Embora faltem estudos globais, alguns dados mostram que mulheres viajando desacompanhadas já não são uma exceção. Em levantamento feito em 2015 com 9.852 internautas, a comunidade de viajantes TripAdvisor constatou que 25% das brasileiras pesquisadas já tinham viajado sozinhas e planejavam repetir a experiência; entre as estrangeiras, 81% das australianas e britânicas deram as mesmas respostas.

:: Veja ação especial do Estado que contou com a participação do Viagem ::

O comparador brasileiro de passagens aéreas Voopter fez um estudo mais recentemente, no qual 53,6% das 5.419 mulheres entrevistadas afirmaram já ter feito uma viagem solo - outras 37,3% disseram que tinham vontade de viver essa experiência. O objetivo do estudo era entender por que mulheres viajam menos do que homens, mas acabou por apontar outros dados comportamentais.

Entre os brasileiros que fazem intercâmbio no exterior, 63% dos clientes da agência EF são mulheres; na CI, elas representam 60% na faixa etária até 30 anos. “O aumento do protagonismo das mulheres é notável no turismo, e é um reflexo do que vem acontecendo na sociedade”, avalia Fernando Nogata Kanni, coordenador do curso de pós-graduação em Inovação e Empreendedorismo em Negócios Turísticos Sustentáveis do Senac EAD. 

O professor destaca que o Brasil ainda está aprendendo a prestar um bom atendimento às mulheres que viajam. “Elas esbarram nas mesmas dificuldades que encontram no dia a dia na interação com os homens”, diz. 

ESTRATÉGIAS

Começar fazendo viagens curtas para destinos próximos é uma boa forma de treinar. Paulistanas podem tentar Santos, Guarujá, Ubatuba, Campos do Jordão, que são cidades cheias de atrações turisticamente bem estruturadas.

Cair na estrada sozinha deixa de ser tabu e se torna um prazer depois de uma primeira experiência bem sucedida. “Conto meus planos para a família e amigos e se alguém quiser me acompanhar, é bem-vindo. Se não, faço as malas e parto rumo ao autoconhecimento”, diz Fernanda Nossa.

Cada viajante encontra sua fórmula para ter uma viagem solo tranquila. “Ligo na pousada e pergunto se posso caminhar na praia à noite levando apenas uma lanterna”, diz Cecília Lisboa. “Se a resposta for sim, eu vou.” São Miguel do Gostoso (RN) e Ilha do Cardoso (SP) são lugares que preenchem esta exigência da viajante. 

Christiane Alves conta que pede dicas na recepção dos hotéis – fez isso, por exemplo, em Istambul e na África do Sul para saber por onde poderia andar sozinha e que horas deveria voltar. 

É verdade que a segurança é uma questão, como mostram as constantes notícias de violência contra as turistas no mundo todo. No estudo do Voopter, 45,7% das entrevistadas disse que sente ou já sentiu medo de viajar  por ser mulher. A viajante Marina Bueno, no entanto, prefere relativizar a questão e não se deixar intimidar. Ela diz que faz pesquisa prévia, mas sem se apavorar. “Essa coisa de segurança é muito relativa”, analisa. “Por isso, procuro ouvir vários relatos de pessoas diferentes que já estiveram no lugar.” 

LEIA TAMBÉM: 10 coisas que você precisa saber sobre o caso da brasileira que sofreu abuso sexual na Tailândia

O fato é que as mulheres que viajam não querem mais ser vistas apenas como vítimas em potencial. Protestam em alto e bom som e, cada vez mais, ganham a estrada, protegidas por cuidados básicos (leia abaixo) e cheias de vontade de exercer seu direito de desbravar o mundo. 

Nossa equipe (feminina) selecionou dicas práticas, testadas e aprovadas, para se aventurar sozinha pelo mundo. Ainda não se sente pronta, mas não tem companhia para as sonhadas férias? Nós ajudamos a encontrar outras viajantes solo. Ou a cair na estrada com os filhos pequenos – e sem o pai deles por perto. Afinal, as famílias são diversas. 

Só não vale deixar de ir aonde quiser apenas por ser mulher.

SEGURANÇA IMPORTA

1. Sem ostentação

Malas caras despertam curiosidade sobre o que há dentro; deixe-as em casa. Use bolsas simples, sem logotipo de grife. Leve poucas joias, deixe-as no cofre e não as use para bater pernas. 

2.  Onde está Wally? 

Misture-se à multidão. Vista roupas simples e de acordo com o hábito local – vale usar lenço em países islâmicos mais conservadores. Você não vai conseguir parecer uma moradora, mas, pela dúvida, vai desencorajar os mal-intencionados. 

3. Só o essencial 

Carregue dinheiro para o dia, cartão de crédito e o passaporte – ele encurta a burocracia para sair do país em uma emergência. Para não perdê-lo, use uma doleira junto do corpo. Tenha no e-mail cópias das páginas de identificação e vistos.

4. Mistério no ar

Novos amigos e amores de verão são ótimos, mas não precisam saber o nome do seu hotel. Encontros marcados em aplicativos devem ocorrer à luz do dia, em lugar movimentado.

5. Saiba pedir ajuda

Anote em papel – não no celular – os telefones de emergência da embaixada ou consulado do Brasil mais próximos dos seus destinos. Faça o mesmo com o atendimento do cartão de crédito.

 

 

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O Estado de S.Paulo

23 Maio 2017 | 04h00

Como escolher o destino?

As listas de melhores destinos para mulheres que você vê em sites e blogs brasileiros e estrangeiros têm como base não os interesses da viajante, mas sim a questão da segurança. Neste aspecto, o ranking Global Peace Index (Índice Global de Paz) é um dos mais conceituados: feito pelo norte-americano Institute for Economics and Peace (Instituto para Economia e Paz), compara 21 indicadores relacionados a violência, como homicídios e acesso a armas de fogo. No ranking de 2016, a Islândia aparece como o país mais seguro do mundo. Veja a classificação de todos os países aqui.

Mas, para além da segurança, os interesses da viajante devem prevalecer na escolha. Esqueça estereótipos. Veneza não é só para casais, é um desses lugares que ninguém deve morrer sem ver – compartilhado com outros turistas, o passeio de gôndola sai cerca de 40 euros, metade dos 80 euros do preço cheio. As chapadas Diamantina e dos Veadeiros têm trilhas e cachoeiras para todos, independentemente do condicionamento físico. 

Nos destinos considerados difíceis para mulheres, como Egito, Turquia, Índia e tantos outros, contratar um bom serviço receptivo local é suficiente para driblar as dificuldades. Se não quiser fazer essa parte sozinha, um agente de viagens no Brasil resolve. 

Quais passeios fazer e como se enturmar?

Curtir tudo no seu ritmo é a melhor parte da viagem solo. Quer passar o dia todo lendo na praia em Jericoacoara, no Ceará? Sua viagem, suas regras. Que tal ficar quanto tempo quiser no novíssimo Center for Women’s History (Centro de História das Mulheres), inaugurado em abril em Nova York?

Para os momentos em que bate a vontade de encontrar gente, existem os tours guiados. Os centros de informação turística e a recepção do hotel indicam vários. Passeios a pé são oferecidos nas grandes e médias cidades. O grupo Sandemans New Europe, fundado em 2003 por um estudante da Universidade Yale, oferece passeios gratuitos em 15 cidades na Europa, em Jerusalém, Tel-Aviv e Nova York. No fim, você dá quanto quiser de gorjeta. Passeios de bicicleta também rendem conversa e informação; já os ônibus panorâmicos são mais impessoais. Para interagir, não servem.

Criada em 1984 na Inglaterra, a comunidade Women Welcome Women World Wide (Mulheres Recepcionam Mulheres no Mundo Todo), chamada pelas associadas de 5W, é uma rede de mulheres que se dispõem a serem anfitriãs de outras viajantes. Hoje, são 2.250 integrantes em 70 países. Algumas oferecem hospedagem gratuita na própria casa, outras convidam para uma refeição ou passeio. É preciso se associar pelo site e pagar a taxa inicial de 37 libras (R$ 150), mais custo anual de renovação de 27 libras (R$ 109).

Onde se hospedar?

O quarto individual pode encarecer a viagem da turista solo. Para economizar e conhecer gente, considere os hostels – em vários deles a diária fica em conta mesmo em quarto com banheiro exclusivo. Pesquise em hostelworld.com. Hostels também contam com bares descolados, interessantes para socializar. Veja uma lista de bares e áreas de lazer em coberturas de hostels

Outra forma de conseguir quartos econômicos – e companhia – é ficar na casa de um morador. O Airbnb está aí para isso. Para quem prefere mesmo hotel, o site My Boutique Hotel oferece uma seleção de hotéis com design no mínimo bonitinho e preços interessantes. 

E as refeições?

O drama número 1 das viajantes desacompanhadas. Não deixe de ir a um restaurante com medo do que pessoas (que você nem conhece) vão pensar ao vê-la sozinha. Se for o caso, escolha os que têm mesas coletivas. Na hora do almoço, o clima é mais informal. 

Mas se não quiser mesmo comer sozinha, há opções para encontrar companhia. O site Colunching.com e o aplicativo Crushingtable.com ajudam a compartilhar mesas com desconhecidos em restaurantes: você cria uma mesa em um restaurante específico e espera que alguém se interesse pela sua companhia, ou se candidata a mesas criadas por outros. 

 

 

AONDE ELAS QUISEREM

Islândia, a mais segura

Primeiro colocado do Global Peace Index, o país é perfeito para quem ama contato com a natureza, trilhas e sonha em ver a aurora boreal. Dinamarca e Áustria também estão no ranking.

NY, para comprar

Se o seu objetivo é comprar, dá para usar como base o ranking do Expedia, que usa critérios como poder de compra, atendimento e popularidade. A primeira da lista é Nova York, seguida por Berlim e Los Angeles. São Paulo é a 11ª.

Paris, para respirar cultura

Cidades com vida cultural ampla são sempre boas opções - museus são ótimos para visitar quando se está sozinho, vendo tudo em seu póprio tempo. Paris não é só dos casais: é dos museus e shows também. Inclua na lista Madri, Amsterdã, Londres. Mais perto: Rio, São Paulo, Curitiba, Ouro Preto e até Buenos Aires e Santiago. 

Índia, Marrocos, Dubai...

Sonha em ir para esses destinos? Vá, mas atenção à segurança – os guias Lonely Planet sempre têm uma seção com dicas para mulheres. Em alguns países muçulmanos, há serviços exclusivos para elas, como táxis; informe-se antes de ir. 

Spas para relaxar

Relax na própria companhia: spas são ótima opção para a viajante solo. O Rituaali, em Itatiaia (RJ), tem programas de relaxamento e reeducação de estilo de vida. Aqui, uma lista com mais 11 opções.

Trilhas e mais aventuras

Roteiros na natureza não deixam ninguém deslocado. No Brasil, considere as Chapadas e o Jalapão. Nos EUA, o Grand Canyon tem trilhas marcadas, ônibus opcionais e saídas em grupo organizadas pelo parque – é um destino super amigável para levar as crianças.

 

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O Estado de S.Paulo

23 Maio 2017 | 04h00

Mulheres bem sucedidas na profissão e estáveis financeiramente cada vez mais incluem viagens entre suas prioridades de vida. Mas nem todas querem colocar o pé na estrada sozinhas. Na falta da companhia dos filhos adultos, e de amigas com espaço suficiente na agenda, muitas optam por viajar em grupo – ganham, assim, companheiras de viagem que se tornam novas amizades.

Agências

Durante o tempo que ficou casada, Bia Keppler, de 49 anos, foi a organizadora das muitas viagens de sua família. Depois do divórcio e de um intercâmbio em Londres, passou de turista a prestadora de serviços. Criou o que chama de assessoria cultural – na prática, organiza passeios e viagens com uma pegada mais vip para pessoas sem companhia. 

A agência, batizada de You With Us, funciona desde dezembro. Levou um grupo à Tailândia, no carnaval, e outro à França, para uma roteiro com o tema perfumes guiado pela especialista Renata Aschar. A terceira viagem será um tour pela Alemanha que terminará em Colônia, em um show do cantor Phill Collins. 

O serviço inclui encontros prévios para que o grupo se conheça e não é exclusivo para mulheres, mas elas representam 80% dos clientes. Estão na faixa etária de 40 a 60 anos e, segundo Bia, “são exigentes e estão procurando viagens de cunho cultural”. Sim, isso significa roteiros um pouco mais caros – mas também atendimento personalizado. 

Criada em 2009 pela psicanalista Cleo Franco, a agência Mulheres Pelo Mundo também se propõe a juntar as viajantes que estão em busca de companhia para cair na estrada. A proposta, no entanto, é ser acessível. Tanto que a maioria das clientes, segundo Cleo, está disposta a compartilhar o quarto com uma desconhecida para economizar. 

Isso não significa roteiros menos cuidadosos. Cleo também promove contato prévio entre as viajantes – várias vezes, isso é feito via aplicativos de mensagens – e, durante as viagens, dá prioridade para guias que também sejam mulheres. 

A Mulheres Pelo Mundo foi fundada depois que a própria Cleo, então recém-divorciada, fez uma viagem a Machu Picchu. “Lá, sozinha naquele lugar com o qual eu tinha sonhado desde a adolescência, me perguntei se existiam outras mulheres com a mesma vontade que eu de sair pelo mundo. E é claro que existiam”, conta.

Em oito anos, a agência organizou cerca de 60 grupos de mulheres viajantes – a maioria está entre os 40 e os 65 anos. Entre os próximos roteiros estão previstos Barra de São Miguel, em Alagoas, por sete noites (R$ 2.125) em junho, e Patagônia argentina em julho, por nove noites (US$ 1.673). Preços são em apartamento duplo. 

Aventura

Para mulheres que gostam de ecoturismo mais pesado – travessias com vários dias de caminhada, por exemplo – encontrar companhia entre as próprias amigas pode ser um desafio. Por isso elas vêm recorrendo às agências especializadas em busca de companheiras e roteiros estruturados. 

Na Pisa Trekking, mulheres já são a maioria dos clientes, segundo a operadora e guia Élida Zuchini, de 26 anos. “No meu grupo mais recente para o Monte Roraima, oito dos quinze integrantes eram mulheres”, conta. “Na Serra dos Órgãos, uma travessia pesada de três dias entre Petrópolis e Teresópolis, elas em geral são maioria.”

Para a guia, mulheres aventureiras têm motivo extra para preferirem grupos: a garantia de segurança ao ar livre. Entre as próximas saídas, a travessia de 5 dias no Parque Nacional do Itatiaia custa R$ 1.890 por pessoa no feriado de Corpus Christi.

PARA SOCIALIZAR

Pub crawl: ir de bar em bar com um grupo guiado é uma das formas de curtir a noite e fazer amigos em cidades turísticas – pesquise na internet “pub crawl” e o nome da cidade em questão. Hostels também costumam ter boas sugestões.

Cruzeiro: no exterior, cruzeiros recebem principalmente famílias e casais mas, no litoral brasileiro, os roteiros temáticos (fitness, anos 80 e outros) reúnem um público variado, de todas as idades. A temporada por aqui só começa entre o fim de outubro, e o começo de novembro, mas já dá para ter uma ideia das opções nos sites da Costa Cruzeiros e MSC.

Amigo local: quer companhia para um passeio específico ou conhecer o lado B de uma cidade? “Alugue” um morador na comunidade Rent a Local Friend. São 110 destinos nos cinco continentes.

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O Estado de S.Paulo

23 Maio 2017 | 04h00

Enquanto o número de famílias chefiadas por mulheres só cresce no Brasil – chegou a 40,5%, segundo o IBGE –, os roteiros para esse público continuam sendo desenhados para aquela família padrão do comercial de margarina: mãe, pai, dois filhos. 

Mas mulheres viajantes querem continuar se aventurando pelo mundo depois que se tornam mães, mesmo quando não têm um marido. Parece óbvio e deveria mesmo ser. A seguir, apresentamos boas ideias para mulheres que viajam sozinhas com seus pequenos e querem ir além de parques temáticos e resorts (que são ótimos também). Atenção: os roteiros e ideias a seguir não são exclusivos para elas, mas permitem adaptações e funcionam de um jeito que atende às mães. 

Agência

Há 15 anos no mercado do turismo, a empresária Claudine Blanco mudou seu foco depois do divórcio. Quando começou a viajar sozinha com os filhos, criou a agência Viajar Com Crianças, que funciona há dois anos. A agência planeja viagens individualmente e também monta grupos de famílias com filhos, que costumam sair mais em conta.

“A maioria dos meus clientes são mães viajando sozinhas com os filhos, que acabam se sentindo mais confortáveis por estarem com outras famílias”, conta a empresária. Seu próximo roteiro é a saída de 11 de julho para a África do Sul. Serão 5 noites na Cidade do Cabo e 2 em lodge no Kruger Park, por US$ 3.450 para mãe e um filho de até 11 anos; ou US$ 4.500 para mãe e dois filhos. Os preços são referentes à parte terrestre. A vantagem do grupo é permitir que menores de 6 anos participem dos safáris, o que não é autorizado em tours convencionais. 

Bicicleta

Roteiros muito adultos podem se tornar divertidos também para os pequenos: que tal viajar de bicicleta? A agência Bike Tours Portugal tem programadas duas saídas do roteiro Arrábida Senses Family. São quatro noites: de 16 a 20 de junho e de 11 a 15 de outubro. Entre degustações de vinhos – para adultos, claro – nas adegas da região do Parque Natural da Arrábida, crianças se divertirão com observação de golfinhos, piqueniques e com a própria pedalada, em fases suaves para se adaptar aos pequenos. Custa 2.990 euros por pessoa. Se a mãe avisar com antecedência, a agência providencia baby-sitter, cobrada à parte. 

O programa da Butterfield&Robinson leva mães e filhos para pedalar pelo Vale do Loire, na França. Entre castelos e jardins, os adultos degustam vinho e comida, e as crianças fazem aulas de esgrima (sim, é seguro) e pintura, remam caiaques e conhecem o Château d’Ussé, castelo digno de contos de fadas que o escritor Charles Perrault usou de inspiração para escrever A Bela Adormecida. Custa US$ 5.295 por pessoa.

Cidades

Curtir grandes cidades com crianças não apenas é possível como pode ser muito divertido. Em Londres, façam um tour temático de Harry Potter nos estúdios da Warner, vejam a cidade do alto da London Eye (com ingressos fura-fila comprados no site; 31,45 libras ou R$ 130) e não caiam na roubada da troca da guarda no Palácio de Buckinghan – é lotada e a criança não vai conseguir ver. 

O combo Castelo de Praga e Ponte Carlos é um convite à imaginação, e o centro da capital checa é lotado de teatros de bonecos e barracas que vendem brinquedos de madeira, tudo isso entre construções históricas e o incrível relógio astronômico que, a cada hora cheia, apresenta um show de figuras mecânicas que se movem. 

No Canadá, Toronto tem um aquário esplêndido, o Ripley’s.

Museu

A cerca de uma hora de Belo Horizonte, o misto de jardim botânico e museu Inhotim é um passeio inesquecível para mães e filhos. É enorme: durmam uma noite em Brumadinho para fazer a visita em dois dias.

 

 

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