Luján de Cuyo

Deitada em uma espreguiçadeira diante dos álamos de 15 metros de altura no jardim da vinícola Terrazas de los Andes (terrazasdelosandes.com), depois de um almoço que começou com empanadas de carne e terminou em um estupendo sorvete de malbec, tudo harmonizado com vinho, creio que entendi de vez qual é o espírito de Mendoza.

LUJÁN DE CUYO, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2014 | 02h06

Não havia mesmo lugar mais adequado para tal momento de iluminação. A região de Luján de Cuyo, a cerca de 25 quilômetros da capital Mendoza, é o berço da uva malbec na Argentina, da própria vitivinicultura no país e de sua primeira Denominação de Origem Controlada.

Com pelo menos 35 vinícolas abertas ao turismo, Luján de Cuyo é uma área de vastas e planas paisagens cobertas de vinhedos - passear de bicicleta é uma bela alternativa. Os Andes estão ali, não tão próximos quanto no Vale do Uco, mas ainda nitidamente à vista.

As opções de hospedagem são de sonhos. O espaço onde foi servido o almoço na Terraza de Los Andes é a sala de estar da linda pousada de seis quartos que fica dentro da vinícola (diária desde US$ 300 ou R$ 714). O almoço em quatro passos, harmonizado com vinhos da linha reserva, custa 420 pesos (R$ 120), agendado.

No hotel em que fiquei hospedada em Luján de Cuyo, a estrela é o haman, uma versão de banho turco. Consiste em um circuito que alterna sessões de sauna, esfoliações e imersões na piscina quente, que o hotel Entre Cielos abre também a quem não está hospedado, por a partir de 275 pesos (R$ 78).

Uma das 16 elegantes habitações fica no vinhedo. Gostei mais dos quartos no prédio principal do hotel (desde US$ 295 ou R$ 707, com café e haman). O meu tinha vista para a piscina.

Um dos hotéis mais cobiçados de Luján de Cuyo, o Relais & Chateaux Cavas Wine Lodge (cavaswinelodge.com; desde US$ 375 ou R$ 898) tanto pode ser opção de hospedagem quanto de passeio. Os chalés com terraço no alto ficam espalhados pelo vinhedo. O spa é aberto ao público - o pacote de vinoterapia com 2h30 de duração custa 1.100 pesos (R$ 311). No pequeno e suavemente iluminado restaurante, a comida é harmonizada com os ótimos vinhos da bodega do hotel. Cada prato custa de 80 a 279 pesos (R$ 23 a R$ 77). É preciso reservar.

Para um quê de exclusividade, a bodega Casarena (casarena.com; 50 pesos ou R$ 15) não costuma ser lembrada por brasileiros. Mas a visita, intimista e informal, é das mais simpáticas da região. E o restaurante Mun, de cozinhas asiática e argentina, o mais bonito de Mendoza. / M.N.

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