Luxo sem frescura, com vista para o lago e entre locais

Um dado surpreendente sobre as cidades suíças é que 100% delas estão situadas às margens de um rio ou à beira de um lago. Na região de Fribourg, além do Rio Sarine, um dos cursos d'água mais importantes é o Lago Morat (ou Murten, se você optar pelo nome alemão).

Camila Hessel / Murten, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2013 | 02h09

Por ser relativamente raso (sua profundidade máxima é de 45 metros), o Lago Morat tem temperatura agradável e é muito procurado por banhistas e praticantes de esportes. No início do século 20, também era escolhido por famílias europeias ricas, que ali construíam suas casas de veraneio. Uma dessas residências é hoje o hotel Le Vieux Manoir (vieuxmanoir.ch).

Primeiro na Suíça a integrar a rede Relais & Châteaux e eleito o melhor hotel de campo da Europa em 2012, é a opção de hospedagem à beira de um lago mais luxuosa da região. A mansão principal, que abriga 34 quartos, foi construída em 1907, em estilo romântico alemão. Fincada em um belo jardim, tem sua face principal voltada para a água. E um serviço gentil, que é formal sem ser pomposo.

Com diárias a partir de 520 francos suíços (R$ 1.190) para o casal em quarto duplo, o Vieux Manoir tem uma simpática política para não-hóspedes, que proporciona um convívio interessante com moradores das cidades vizinhas e outros turistas. Além de pacotes do tipo day use, são realizados churrascos (85 francos suíços ou R$ 195 por pessoa) e chás da tarde ( 32 francos suíços ou R$ 74). É possível caminhar até ali a partir da estação central de Murten, a cidade murada ao sul do lago, a 30 minutos de trem de Fribourg.

Outra opção interessante para quem não quer se hospedar ali é a comemoração do Dia Nacional da Suíça, em 1.º de agosto. Na noite do dia 31 de julho, há um coquetel seguido de jantar, pista de dança e festival de fogos sobre o lago (210 francos suíços ou R$ 480 por pessoa).

Muralhas e vinhos. A pequena Murten, fundada em 1476 pela mesma família Zähringen que erigiu Fribourg, merece uma visita. A melhor forma de visualizar seus castelos e casinhas medievais é a partir da muralha que, preservada, é a única na Suíça que pode ser percorrida em sua totalidade por visitantes. O passeio guiado do escritório de turismo (76 francos suíços ou R$ 33 por pessoa), tem como vantagem as histórias e piadinhas dos ótimos guias - e o inconveniente de só serem realizadas em francês ou alemão. Uma alternativa para quem tem smartphone é fazer o passeio sozinho e obter as informações históricas (em inglês) a partir dos QR codes impressos em monumentos e residências.

Emende o passeio pela muralha com uma visita a um dos vinhedos, na margem oposta do Morat, junto ao Monte Vully. É preciso pegar um dos barcos que cruza o lago até Môtier-Vully, uma travessia de 15 minutos. Tocado pela família Simonet, o Le Petit Château (www.simonet-vin.ch) é um dos menores vinhedos locais e recebe turistas para passeios agendados, além de promover degustações em seu pequeno bar, que funciona das 13h30 às 18 horas, sem necessidade de reserva.

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