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Luxo zero para ter uma experiência autêntica

Turistas dormem em redes e vivenciam rotina da tribo

Bonnie Tsul, The New York Times

08 Setembro 2009 | 02h43

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O sono é em redes e os banheiros, improvisados. Sem luxo. Até por isso, a experiência de passar alguns dias em uma tribo indígena, longe dos tradicionais hotéis de selva, é das mais autênticas. A visitação, realizada em diversas reservas da Amazônia, ajuda os índios a se integrarem com a sociedade e, ao mesmo tempo, manterem vivos seus costumes e cultura.

No Acre, foram as próprias tribos que procuraram o governo do Estado para ajudá-los a pensar no produto. "Eles nos passaram as datas em que poderiam abrir a aldeia e nós intermediamos o contato com uma operadora, que organizou a visitação", explica a gerente estadual de Serviços Turísticos, Ediza Pinheiro de Melo.

Das quatro tribos que procuraram o governo, por enquanto apenas os yanawanawás têm um roteiro consolidado, operado pela Maanaim. Segundo o dono da empresa, João Bosco Nunes, as datas das visitas são sempre definidas, caso a caso, com os integrantes da tribo.

 

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No segundo semestre, o Yawa, festival de dança, arte e espiritualidade, é aberto aos turistas. Neste ano, as festividades ocorrem entre os dias 25 e 30 de outubro, e são esperados cerca de 80 visitantes - a maior parte, estrangeiros.

Todos eles deverão ter muita disposição para alcançar a Aldeia Nova Esperança, no município de Tarauacá. Para chegar à aldeia antes de o sol se pôr, é preciso sair da cidade de Cruzeiro do Sul ainda de madrugada. Depois do primeiro trecho de carro, você tem de subir em um barco e navegar por quase um dia inteiro.

Os visitantes dormem na escola da comunidade e, antes de ir, assinam um termo de compromisso. Nele, há regras como não levar bebidas alcoólicas ou criticar a organização da aldeia.

Nos cinco dias de festa, os turistas participam de todas as atividades normais dos índios. Os homens saem para caçar, enquanto as mulheres colhem alimentos e fazem artesanato. Entre uma refeição e outra, música, dança e pinturas corporais com urucum - exportado pelos yanawanawás, há anos, para os Estados Unidos.

linkFestival Yawa: Pacotes com a Maanaim (0--68-3223-3232) por R$ 1.500, sem aéreo

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