Macacos e caranguejos num safári pelo Delta

De canoa, os turistas descobrem as curiosidades desse labirinto de canais

Lucas Frasão, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2008 | 02h49

Enquanto a seca virou preocupação e possibilidade de falta d’água em São Paulo, há pontos no País em que ela é um fator de atração para turistas. Característica do inverno em várias regiões do Brasil, a estiagem convida à aventura: facilita caminhadas nas trilhas, a observação de animais, permite que jipes cheguem mais longe nas estradas sem asfalto.

Cânion Itaimbezinho. É a principal atração do Parque Nacional de Aparados da Serra, área de preservação entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A fenda tem 5,8 quilômetros de extensão e paredões de até 700 metros de altura. Há três trilhas abertas ao púbico. O acesso se dá pelo município catarinense de Praia Grande ou por Cambará do Sul, do lado gaúcho. O ingresso custa R$ 6,50.

Jalapão. É nesta reserva de 34 mil quilômetros quadrados, no leste do Estado do Tocantins, que se faz o que pode ser chamado de safári à brasileira. Uma imersão nas paisagens do cerrado, entre dunas, rios, cachoeiras e ícones como o Morro do Pico da Muriçoca, de onde se tem vista panorâmica a 800 metros de altitude.

As expedições incluem rafting e trilhas. A porta é o município de Ponte Alta, a 180 quilômetros de Palmas. A Korubo é a empresa pioneira na operação turística da região e tem camping por lá (desde R$ 1.980 por pessoa, 7 dias).

Pantanal. A época mais seca, de junho a agosto, permite caminhadas e safáris fotográficos. A focagem noturna de jacarés também fica mais fácil, com os animais concentrados em porções de água menos extensas.

Espalhado entre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, tem como rota mais popular a que inclui Aquidauana, Miranda e Corumbá, às margens do Rio Paraguai.

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