Mais que uma escala

Ponto de conexão para diversas ilhas caribenhas, o Panamá desponta como um destino a ser notado. Com o controle do famoso canal transferido dos Estados Unidos para o governo local há 12 anos, o país tem experimentado uma nova era de otimismo e orgulho que é sentida nas ruas - basta uma conversa rápida com qualquer panamenho para que o assunto seja logo levantado. E se desenvolve a olhos vistos, com um crescente boom imobiliário e investimentos no turismo, que se apoia em compras baratas, vida noturna empolgante e, claro, na obrigatória visita ao Canal do Panamá.

BRUNO DEIRO / CIDADE DO PANAMÁ, O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2012 | 03h06

O país tem apostado na vocação de servir como um complemento a quem retorna do Caribe. Para estimular os turistas a dormir um ou dois dias na capital antes de seguir viagem, o governo oferece facilidades como seguro médico grátis válido por 30 dias, entregue no aeroporto. A partir daí, a escolha fica a gosto do freguês: a experiência pode incluir o agito da parte moderna, as boas opções de passeios ou uma incursão à história da mais antiga colônia espanhola na América. O ideal? Combinar os três roteiros.

A capital, Cidade do Panamá, ainda tenta superar problemas como falta de segurança e trânsito caótico, mas compensa com a receptividade de seus moradores. Acostumados à ocupação norte-americana por mais de meio século, os panamenhos aprenderam a valorizar os turistas e contam com ótima estrutura hoteleira e gastronômica.

Basta percorrer a Cinta Costeira, larga avenida às margens da Baía do Panamá, para se observar a expansão econômica vivida pelo país. Por toda a parte, os modernos arranha-céus que vêm sendo erguidos na capital explicam o apelido, um tanto exagerado, de "Dubai Latina".

No ritmo. Apesar disso, o espírito caribenho se mantém nos ritmos musicais, ouvidos em boa altura e em toda parte, e no colorido dos diablos rojos, ônibus decorados com desenhos chamativos produzidos por artistas locais - o transporte coletivo, porém, não funciona bem e deve ser evitado. Por sorte, os táxis são baratíssimos e têm motoristas prestativos. Mas, sem taxímetro, é melhor negociar o preço antes de embarcar.

Entre os melhores bairros para um passeio estão El Cangrejo, no centro, e Punta Paitilla, área dos restaurantes e shoppings mais modernos. A diversidade de etnias fez bem à vida noturna local: as opções vão desde casas para dançar salsa e merengue a pubs irlandeses.

Uma boa dica é passear pela animada Calle Uruguay ao anoitecer e escolher um lugar para jantar - o La Posta, especializado em frutos do mar, é ótima opção. Se quiser esticar a noite, logo ao lado estão os principais bares e baladas da cidade, com agito a partir das 20 horas. Para quem gosta de se aventurar nos cassinos, o Veneto Hotel & Casino está ali pertinho.

Dois dias serão suficientes para conhecer as atrações mais fundamentais da cidade. Mas é provável que você sinta vontade de ficar mais. Se sobrar tempo, um roteiro cultural pode incluir os teatros (La Quadra e Teatro Nacional), as exposições e museus locais. O Museo de Arte Religioso Colonial é um dos mais famosos, com acervo de mais de 200 peças dos séculos 17 e 18.

Cercada por florestas tropicais, a capital mais moderna da América Central ainda está longe de ser uma grande metrópole. Mas já oferece atrativos capazes de convencer os turistas de que o Panamá pode ser mais do que apenas uma escala antes de um grande destino.

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