Mônica Nobrega/ Estadão
Mônica Nobrega/ Estadão

Mala de criança: modos de usar

Envie suas perguntas para viagem.estadao@estadao.com

Mônica Nobrega, O Estado de S. Paulo

27 Março 2018 | 03h00

Viajar tem essa parte detestável: fazer mala. Toda viagem, sem falta, prometo a mim mesma que dessa vez vai ser diferente, não vai ter atropelo, estarei com a mala pronta e fechada três dias antes. Daí chega a noite anterior ao embarque e continuo paralisada, cedendo ao apelo de qualquer besteira que chegue pelo celular para não encarar a tarefa de empacotar algumas roupas de um jeito minimamente racional e transportável. Com criança a bordo, a árdua missão dobra – ou triplica, quadruplica, dependendo do número de filhos. Ser responsável pela bagagem de uma criança não reduziu o meu bloqueio com a obrigação. Mas me ensinou alguns truques para tentar deixar o processo menos chato. E errar menos. Às dicas.

Comece pela burocracia. Todo esquecimento tem como ser remediado, menos o de documentos. Sem passaporte – e visto, quando é o caso – não se embarca para o exterior. A falta do RG ou certidão de nascimento da criança pode render problemas até numa ida de carro para a praia em que estejam sendo feitas vistorias policiais na estrada. Use uma bolsinha ou nécessaire e também inclua nela o certificado de vacina contra febre amarela; eventuais receitas de medicamentos; e os próprios medicamentos, inclusive os da farmácia básica recomendada pelo pediatra.

Leia mais: Febre amarela: o que muda para viajantes

Reduza o número de peças. Sem perder de vista os limites de peso por pessoa impostos pela companhia aérea, reduza tanto quanto possível a quantidade de volumes a carregar. Em vez de uma mala para você e outra para a criança, leve uma só, média, de quatro rodinhas, para ambos. Facilita a vida no aeroporto.

Menos é mais também para os pequenos. Sabe a estratégia de separar toda a roupa que você acha que quer levar e depois descartar um terço das peças, que voltam para o armário? Faça o mesmo com a bagagem das crianças: leve menos peças do que acha que serão necessárias. (E se quiser aprender detalhadamente a fazer as malas das crianças de diferente idades, com quantidades de peças a levar, veja nossas dicas em bit.ly/malaidade.) Outros excessos a eliminar: esterilizador de mamadeira (porque água corrente e sabão resolvem), sapatinhos para bebês (são lindos e inúteis), cosméticos básicos que dá para comprar em qualquer farmácia ou supermercado. Atenção: se a viagem vai durar mais de uma semana, aceite que será preciso repetir roupa. Passe à dica seguinte.

Leia mais: Como ter uma bagagem com menos de 10 quilos?

Preveja orçamento para imprevistos. Como a lavanderia uma a duas vezes por semana em viagens longas. Ou capa de chuva infantil que a previsão do tempo jurou que não ia ser necessária. Palavra de ordem: conforto. Com exceção daquela roupinha especial para a festa de casamento que é o motivo da viagem de vocês, toda roupa nova fica em casa – não faz o menor sentido ocupar espaço na mala com algo que ainda não se sabe se deixará a criança confortável. Crocs são polêmicos, mas não há nada mais prático: secam num minuto depois da praia ou da piscina, são leves para caminhar, fáceis de tirar e pôr de volta nos pés.

Leia mais: Como levar seus medicamentos  na viagem

Extras merecem lista à parte. Acessórios como mamadeira, pote com tampa para transportar lanchinhos para a criança durante os passeios, canga para servir como toalha de piquenique e piscininha inflável pedem para ser esquecidos. Faça uma lista à parte para eles. 

Conte com a ajuda da criança. Parece detalhe, mas seu filho tem direito a uma bagagem de mão. Aproveite este fato: deixe que a própria criança a partir dos 3 anos carregue, em uma mochilinha infantil, seus brinquedos, um casaco extra e até uma troca de roupas ou lanche.

+ Latam reajusta tarifa para transportar malas

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.