Bruna Rezende/Lua de Mundo
Bruna Rezende/Lua de Mundo

Mônica Nobrega, O Estado de S. Paulo

31 Outubro 2017 | 05h00

Bruna Rezende e Filipe Banov, recém-casados, queriam transformar a lua de mel numa experiência de vida única. Melissa Fernández e Wendell Caldas esperavam dedicar o ano sabático a conhecer lugares, culturas e pessoas. O ciclista britânico Mark Beaumont perseguia o recorde mundial da volta ao mundo de bicicleta – e o conquistou em 18 de setembro, depois de pedalar por 16 países de quatro continentes e retornar a Paris depois de 78 dias e 14 horas.

Cada um tem seus motivos e seu jeito de dar a volta ao mundo. É uma viagem icônica na vida de qualquer turista. Partir de um ponto do planeta e seguir sempre em frente até retornar ao local de partida é uma aventura que, já no século 19, motivou o escritor francês Júlio Verne (1828-1905) a escrever A Volta ao Mundo em 80 Dias. O livro foi publicado em 1873. São 144 anos inspirando viajantes para a grande aventura.

Aventura que, hoje, pode ser feita de muitas formas e até mesmo em um simples mês de férias. Entre as várias opções de roteiros, há trens, cruzeiros e, para quem pode gastar, os jatos privados combinados a hotéis de luxo (leia detalhes ao longo desta reportagem).

Na versão econômica, a operadora CVC começou a vender passagens de volta ao mundo parceladas em até 10 vezes sem juros. Os preços começam em US$ 3.500, com cinco paradas e uma distância de até 26 mil milhas (41,8 mil quilômetros). Para se ter uma ideia, esta distância permite fazer uma volta temática pelas Sete Maravilhas do Mundo Moderno: Cristo Redentor (no Rio de Janeiro), Petra (Jordânia), Coliseu (Roma), Taja Mahal (Índia), Grande Muralha da China, Chichen Itzá (México) e Machu Picchu (Peru). 

Está longe de ser uma viagem barata, claro. Mas fazê-la acontecer também é uma questão de planejamento. Bruna e Filipe guardaram dinheiro por três anos, economizando em tudo. Melissa e Wendell pouparam pelo mesmo período e ainda venderam carros e equipamentos eletrônicos. 

Para onde ir? Definir o roteiro é a parte pessoal e intransferível da viagem. Além de priorizar o verão por causa do tempo bom nos lugares, Melissa e Wendell estabeleceram pontos fundamentais da viagem – estar no Japão para passar o Natal com familiares que moram no país foi um deles – e organizaram as paradas anteriores seguindo essa exigência.

De resto, é planejar, se encher de coragem e ir. Até há por aí quem acredite que a Terra é plana. Mas o fato é que nosso planeta é redondíssimo – e está aí para ser desbravado. Comece já a preparar a sua volta.

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Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 04h10

As três alianças internacionais de companhias aéreas vendem passagens de volta ao mundo. Os bilhetes são chamados de Round the World (RTW) e reúnem numa única compra todos os trechos da viagem. 

Embora a rota seja operada por várias empresas ligadas à mesma aliança, a emissão dos bilhetes será feita por apenas uma delas – escolha a sua preferida. 

Os bilhetes RTW impõem três regras: ponto inicial e final da viagem no mesmo país (não necessariamente na mesma cidade), deve-se viajar sempre na mesma direção (leste ou oeste) e a volta ao mundo precisa se completar em até um ano. 

Passagens com paradas em cinco continentes custam, em média, US$ 4.500. Mudanças de rota saem por mais US$ 125, mais os eventuais ajustes do trecho. 

Star Alliance

Tem 28 aéreas (inclusive Avianca) em 1.300 destinos. Não cobra alterações em datas de voos e garante, na econômica, franquia de bagagem de uma peça de até 20 quilos por toda a viagem. 

Sky Team

Integra 1.074 destinos e tem 20 aéreas. É a única que permite voltas ao mundo com duas paradas. 

One World

Reúne 14 companhias (incluindo Latam) e 1 mil destinos. Tem site de reservas em português. 

 

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Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 04h09

E em girar o planeta no ritmo tranquilo das viagens de trem, já pensou? 

Chicago, Estados Unidos

Em 2018, a TT Operadora coloca nos trilhos sua segunda Volta ao Mundo de Trem. Ao contrário da primeira edição, em agosto deste ano, de Lisboa a Nova York, a próxima viagem será feita no sentido oeste.

O ponto de partida será Chicago, nos Estados Unidos. A viagem por 16 mil quilômetros terá duração de 28 dias pela América do Norte, Ásia e Europa, com paradas em 18 cidades, até Estocolmo, na Suécia. 

Serão usados sete trens no percurso. As Montanhas Rochosas, no Canadá e nos Estados Unidos, a Grande Muralha da China, o Lago Baikal, na Sibéria, e as cidades de Moscou e São Petersburgo são alguns destaques da rota, que terá acompanhamento de guias brasileiro e argentino, além de guias locais nos destinos. 

Saída: 8 de setembro de 2018

Preço: desde 24.900 euros (cerca de R$ 94 mil) por pessoa em acomodação dupla, sem aéreo.

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Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 04h08

É como viver numa nova casa por um período de até seis meses: em vez de pingar de hospedagem em hospedagem, é o seu quarto que se desloca e transporta você mundo afora. São várias as opções de cruzeiros de volta ao mundo programadas para os próximos três anos. Veja roteiros, destacados a partir dos portos de embarque e organizados pelo preço por pessoa, em cabine dupla. 

Roma, Itália

O MSC Magnifica fará um cruzeiro de volta ao mundo em 2019 que já está com as 1.259 cabines esgotadas. Por isso, a armadora já começa a anunciar a edição de 2020, que partirá de Civitavechia, nos arredores de Roma – com embarques também em Gênova (Itália), Marselha (França) e Barcelona (Espanha). São mais de 40 paradas em 23 países. Ushuaia (Argentina), Ilha de Páscoa (Chile), Mumbai (Índia) e Petra (Jordânia) são algumas localidades previstas no roteiro. 

Saída: 4 de janeiro de 2020, 116 noites.

Preço: desde R$ 46.239 (vendas a partir de 23 de novembro).  

Veneza, Itália

Com 1.130 cabines, o Costa Luminosa parte de Veneza para uma volta por 28 países. Norte da África, Caribe e Oceania estão no roteiro. É possível comprar apenas trechos da viagem.

Saída: 6 de janeiro de 2018, 106 noites

Preço: desde R$ 45.688.

Southampton, Inglaterra

Os três navios da família Queen, da Cunard Line, farão roteiros de volta ao mundo em 2018. O Queen Elizabeth está esgotado; há cabines disponíveis no Queen Victoria (duração de 75 noites) e no Queen Mary 2 (120 noites). Além das refeições, os navios servem, britanicamente, um chá da tarde diário. É possível comprar apenas trechos da viagem.

Saídas: 7 de janeiro (Queen Victoria) e 10 de janeiro de 2018 (Queen Mary 2)

Preço: R$ 73.866 (Victoria) e R$ 75.615 (Mary 2).

Sydney, Austrália

Da Princess Cruises, o navio Sea Princess receberá 2 mil passageiros e zarpará da cidade australiana de Sydney. São 26 localidades como Sri Lanka, Omã, Grécia, Croácia e Islândia. 

Saída: 5 de junho de 2018, 106 dias

Preço: desde R$ 77.601, ou R$ 83.773 em cabine externa.

Nova York, Estados Unidos

O navio Oceania Insignia, da armadora Oceania Cruises, parte de Nova York para seis meses no mar. Embarque também em Miami. São 39 países na rota. 

Saída: 11 de janeiro de 2019; 182 dias

Preço: desde R$ 187.219.

Los Angeles, Estados Unidos

Passando por 60 portos de 21 países, o navio Silver Whisper fará sua volta ao mundo a partir de Los Angeles com no máximo 382 passageiros. Iinclui ícones como as Torres Petronas, na Malásia, os templos Angkor Wat, no Camboja, e o Taj Mahal, na Índia. 

Saída: 6 de janeiro de 2018; 121 dias

Preço: desde US$ 57.850 (cerca de R$ 187,5 mil).

São Francisco, Estados Unidos

Os 700 passageiros do Seven Seas Mariner, da Regente Seven Seas, visitarão portos em mais de 30 países. Entre os destaques, Omã, Jordânia, Egito e Turquia. Na América Central, já no fim da viagem, há paradas na Costa Rica, Nicarágua e Guatemala.

Saída: 24 de janeiro de 2020; 131 noites

Preço: a partir de US$ 61.738 em cabine com varanda (R$ 200 mil).

 

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Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 04h07

Um tipo específico de volta ao mundo de luxo vem crescendo em número de opções nos últimos anos: a viagem em jato privado. Duas cadeias hoteleiras internacionais e uma operadora brasileira estão atualmente com vendas abertas para roteiros que pontuarão o planeta inteiro em uma atmosfera de conforto total, com hospedagem em hotéis suntuosos, apuro gastronômico e o acompanhamento de guias especialistas.

Para quem não tem tanto tempo disponível – e pode pagar os preços nada modestos dos pacotes, claro – estes roteiros de luxo oferecem ainda a vantagem de serem feitos em até um mês. 

Os preços são individuais em acomodações duplas; as localidades em destaque são o ponto de partida dos jatos privados.

Tóquio, Japão

A rede hoteleira Aman, baseada em Cingapura, completa 30 anos em 2018. Para celebrar, colocará nos ares a Expedição Global em Jato Privado do Grupo Aman

A viagem está sendo chamada de volta ao mundo, mas é, na verdade, uma meia-volta: dois jatos com capacidade para oito passageiros cada voarão entre Tóquio e Veneza durante 22 dias, com oito paradas no caminho. Mas brasileiros invariavelmente completarão a volta, já que terão de voar a Tóquio na ida e voltar de Veneza ou outra cidade europeia. 

O roteiro inclui passeios como aula de ioga ao amanhecer e bate-papo com um ex-embaixador do Butão, que vai explicar os motivos de o país se declarar um dos mais felizes do mundo. O programa é vendido no Brasil pela operadora Teresa Perez Tours.

Saída: 15 de abril; o roteiro terá duração de 22 dias, até 6 de maio

Preço: desde US$ 114.888 (cerca de R$ 372 mil).

Seattle, Estados Unidos

Para 2018, são três os roteiros de volta ao mundo da rede de origem canadense Four Seasons, que opera atualmente 105 hotéis e resorts em 43 países. A bordo do Jato Privado Four Seasons, para até 53 pessoas, o programa World of Adventures (Mundo de Aventuras) parte de Seattle para Kyoto, Bali, Seychelles, Ruanda, Marrakesh, Bogotá, Galápagos e Orlando.

Em Ruanda, o grupo será guiado no Parque Nacional dos Vulcões pela especialista em gorilas Dian Fossey. 

O Jato Privado Four Seasons fará outras duas viagens em 2018. Em março, Timeless Encounters (Encontros Atemporais) começa no Havaí e termina em Londres, passando por quatro continentes. International Intrigue (Trama Internacional) começa em Seattle, inclui Maldivas e São Petersburgo e termina em Londres, entre setembro e outubro.

Saídas: 19 de outubro a 11 de novembro (World of Adventures); 1º a 24 de março (Timelesse Encounters); e 14 de setembro a 7 de outubro (International Intrigue)

Preços: desde US$ 138 mil (R$ 447 mil) o World of Adventure; Timeless Encounters e International Intrigue, US$ 135 mil (R$ 437 mil). Sem aéreo de ida e volta.

São Paulo

Com 50 passageiros a bordo de um jato privado reconfigurado só com poltronas de classe executiva, a operadora brasileira Latitudes fará a rota Grandes Impérios da Humanidade, a segunda volta ao mundo organizada pela empresa. 

O grupo partirá de São Paulo, depois de uma noite no recém-inaugurado Palácio Tangará, em direção ao México, Havaí, Japão, China, Índia, Irã, Sicília e Marrocos. Durante as paradas, os viajantes farão mergulhos na história da humanidade acompanhados pelo escritor e mestre em História Plínio Gomes e pelo jornalista Lourival Sant’Anna. Guias locais, também especializados, terão atuações pontuais em cada parada da viagem.

Saída: 28 de março, com duração de 26 dias, até 22 de abril

Preço: desde US$ 138.800 (R$ 450 mil).

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Mônica Nobrega, O Estado de S>Paulo

31 Outubro 2017 | 04h06

No começo, Bruna Rezende e Filipe Banov consideraram a passagem aérea de volta ao mundo como opção com bom custo-benefício para a viagem, que começou há nove meses e não tem data para acabar. Mas as exigências de um itinerário definido e prazo máximo de um ano para completar o trajeto se mostraram inadequados aos planos do casal de viajar devagar, com possibilidade de alterar o itinerário.

Assim, voaram de São Paulo a Buenos Aires e, a partir daí, fizeram mais de 40 trechos pela América do Sul de ônibus, comprando tudo durante a viagem – inclusive trechos aéreos como da Colômbia ao Panamá.

Viajar de forma independente, cuidando de cada milha do seu roteiro, dá trabalho. Mas é possível, sim. Confira.

Deslocamentos

Se decidir pesquisar trecho a trecho as passagens aéreas, lembre-se de que as empresas low cost geralmente voam a aeroportos secundários, mais distantes. Inclua o transporte para chegar ao centro da cidade no orçamento. 

Considere também outros meios de locomoção. O trecho aéreo Budapeste-Praga com a Czech Airlines começa em 

US$ 109; de trem, desde US$ 35 – e nem é preciso comprar com antecedência. Na Nova Zelândia, com o passe InterCity Flexi Pass compra-se uma quantidade de horas de viagens de ônibus, entre 15 (por 125 dólares neozelandeses, cerca de R$ 85) e 60 horas (459 dólares neozelandeses, R$ 315). Depois, é só agendar no site antes de embarcar.

Hospedagem

Meios alternativos de hospedagem ajudam a economizar. A plataforma Couchsurfing tem 400 mil anfitriões que recebem gratuitamente em suas casas cerca de 4 milhões de viajantes. No Airbnb, são 4 milhões de quartos e imóveis para aluguéis de temporada em 191 países. Já o Workaway.info ajuda a trocar trabalho temporário por hospedagem e alimentação; são 23 mil anfitriões em 170 países.

Grandes cadeias hoteleiras têm programas de pontos que, assim como as milhas aéreas, podem render descontos e gratuidades. Vale concentrar hospedagens em hotéis e resorts da mesma rede. A Starwood tem 2.100 hotéis pelo mundo (Marriott, Westin, Sheraton e outros). A Accor mantém o programa Le Club e tem 3.400 hotéis como Sofitel, Mercure e Ibis.

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Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 04h04

1. Para leste ou oeste?

Oeste. Por causa dos fusos horários, a viagem no sentido leste tem a desvantagem de roubar horas do dia (e de sono) a cada deslocamento para a frente. Indo para o oeste, você enfrenta uma primeira mudança brusca de fuso – já que, depois de cruzar o Pacífico, vai começar as escalas na Oceania ou na Ásia – mas, superado este primeiro jet lag, todas as mudanças seguintes serão bem mais suaves e vários dias terão duração maior do que 24 horas.

2. Documentos em dia

O passaporte precisa ter seis meses de validade “sobrando” após o fim da viagem. Se não for o caso do seu, renove. Pense nos vistos: veja a lista de países que exigem visto dos turistas brasileiros no Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores. Em relação à saúde, o site Medicina do Viajante, do Instituto Emílio Ribas, dá orientações sobre vacinas, mas vale a pena ir pessoalmente a uma consulta para receber orientações precisas sobre todas as áreas incluídas no seu roteiro. Atenção ao seguro viagem: pesquise várias opões e não esqueça de incluir possíveis atividades radicais, como mergulho e esqui. 

3. Atenção às milhas

Imagine quantas milhas dá para juntar numa viagem de volta ao mundo feita de avião, ainda mais se você usar o cartão de crédito (e pagar o total da fatura em dia, sempre). Pense nisso ao escolher as empresas pelas quais vai voar e concentre todos os pontos em um único programa. Você vai voltar para casa com milhas suficientes para já pensar numa próxima viagem.

4. Franquia de bagagem

Mesmo na passagem de volta ao mundo vendida pelas alianças aéreas não há regularidade na franquia de bagagem incluída no valor no caso das classes econômicas. Assim, viajar leve é indispensável para não pagar excesso de bagagem, já que cada empresa tem suas próprias regras, que podem mudar de lugar para lugar. Limite-se a uma mala de até 20 quilos e uma bolsa ou mochila.

5. Como levar dinheiro

Simplifique. Vale comprar no Brasil euros para os trechos europeus e libras para o Reino Unido. Para todo o resto, dólar americano. É moeda forte e tem liquidez para ser trocada pelo dinheiro local no planeta inteiro. Atenção: quem sai do Brasil com valor igual ou superior a R$ 10 mil ou o equivalente em outra moeda deve declarar à Receita Federal. O dinheiro em espécie paga menos Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), que é de 1,1%, mas é menos seguro. Numa viagem longa, é quase impossível evitar o uso de cartões, cujo IOF é de 6,38%. O cartão pré-pago ajuda a controlar os gastos. A Confidence tem opção de cartão Multi Moeda, que pode ser carregado simultaneamente com até seis moedas – dólares americano, canadense, neozelandês e australiano, mais libra e euro – até um limite de 10 mil unidades das moedas escolhidas. Antes de viajar, libere no banco o uso internacional do cartão de crédito, avisando que vai fazer uma volta ao mundo para que a troca frequente de países não acabe causando o bloqueio.

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O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 04h03

'Guardamos dinheiro durante três anos'

"Financiamos a viagem com dinheiro que guardamos durante três anos. Todo esse tempo trabalhamos focados em poupar mais da metade dos nossos salários. Foi possível porque vivíamos com nossos pais, então as despesas eram pequenas. Deixamos de sair, viajar e comprar durante esse período. A meta antes de sairmos do Brasil era viajar por um ano. Mas com o tempo e na estrada há nove meses, percebemos que é viável viajar muito mais: 2 anos que ainda podem se prolongar um pouco. Queremos fazer muito trabalho voluntário na Europa, passar uns seis meses lá e depois ir para a Nova Zelândia. Os trabalhos voluntários e o couchsurfing ajudam muito a reduzir gastos"

Bruna Rezende, 24 anos, jornalista, e Filipe Banov, 28, advogado, estão na estrada desde janeiro. Site: luademundo.com.

 

'Planejamento incluiu as mínimas despesas'

"Guardamos dinheiro. Meu namorado na época era economista e fez alguns investimentos. O planejamento incluiu toda e qualquer despesa: passagens, hospedagens, passeios, vistos, vacinas, alimentação, seguro. Vendemos algumas coisas antes de viajar, como carros e eletrônicos, o que também ajudou. Quanto ao roteiro, tentamos passar o máximo possível por lugares com tempo bom. A ideia era ver a vida das pessoas, conhecer a cultura e, em muitos lugares, quando é época de frio, neve ou chuva, as pessoas se fecham na toca. Minha dica é: se permita. Interaja, busque experiências diferentes. O ponto alto da viagem para mim foi um retiro na Tailândia de meditação e silencio absoluto. Me mudou muito.”

Melissa Fernández, 39 anos, gerente de marketing. Viajou por 360 dias, de abril de 2016 a abril de 2017. Site: Lessborders.com

 

'Você aprecisa o mundo pelas similaridades, não pelas diferenças'

As pessoas viajam de bicicleta pelo mundo desde o século 19. Você com certeza não precisa ser um atleta, a menos que esteja buscando um recorde mundial. Tudo o que você precisa é uma boa bike, alguma confiança e vontade de explorar. A parte mais difícil é parar de sonhar e começar. A parte maravilhosa de dar a volta ao mundo de bicicleta é que, em vez de ver os lugares comparando diferenças porque chegou de avião, você acompanha as paisagens e culturas mudando gradativamente, como num slide show. Isso faz você apreciar o mundo pelas suas similaridades, não pelas diferenças. A outra vantagem é que as pessoas recebem você de um jeito muito amigável.”

Mark Beaumont, 34 anos, ciclista britânico, é recordista mundial em volta do mundo de bicicleta: artemisworldcycle.com

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