Adriana Moreira/AE
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Mangue Seco, a casa de Tieta

Belezas e encantos de um lugar para se curtir bem lentamente

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

19 Maio 2009 | 02h33

Fama. Já faz 20 anos que a novela Tieta, inspirada no livro de Jorge Amado, foi exibida. Mas a fama que as cenas gravadas entre dunas e coqueiros trouxeram para Mangue Seco, na Bahia, se mantém. Assim como a beleza do lugar.

Longo caminho. Para aproveitar os encantos do paraíso não se pode ter pressa. A partir de Salvador, são cerca de quatro horas de viagem rumo ao norte. Se você alugar um carro, pode prolongar ainda mais o trajeto, com paradas providenciais na Costa dos Coqueiros. Praia do Forte e Costa do Sauípe estão no caminho, além das menos conhecidas Arembepe, Imbassaí e Guarajuba.

Devagar e sempre. A estrada é boa em quase todo o trajeto. Mas depois da divisa com Sergipe (sim, você está no caminho certo) falta sinalização noturna e o asfalto ganha mais buracos. No trecho final, são 12 quilômetros em estrada de terra até Pontal. Pressa para quê?

Travessia. Para chegar a Mangue Seco você voltará ao território baiano, mas de barco. Estacione o carro bem pertinho do porto (a diária sai, em média, por R$ 5). Se tiver sorte, pode pegar as barcas coletivas, que cobram R$ 2,50 por pessoa para atravessar o Rio Real. Do contrário, vá de lancha rápida, que tem capacidade para cinco pessoas e cobra R$ 30 a viagem.

Programa obrigatório. Você vai desembarcar em um pequeno povoado à beira mar que não traduz a beleza de Mangue Seco. Assim que sair do barco, os jipeiros vão abordá-lo para fazer um passeio pelas dunas. O preço começa em R$ 60, mas, com uma boa conversa, pode baixar. Só não deixe de subir nos carrinhos para ver uma paisagem incrível: dunas brancas, emolduradas de um lado pelo mar e, de outro, pelo Rio Real.

Cliques e mais cliques. O trajeto conta com algumas paradas programadas para fotos. Uma delas é no par de coqueiros conhecidos como Romeu e Julieta, onde foi gravada a abertura da novela.

Em grande estilo. O passeio termina nas barracas à beira da praia. Todas têm redes para que você curta a preguiça à vontade. Mas, entre um cochilo e outro, faça uma caminhada. Você vai perceber que os bares são poucos e a maior parte do lugar pertence mesmo à natureza. Céu e mar se misturam até onde a vista alcança, num cenário tão perfeito que parece coisa de novela.

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