Mansão de Versace vira hotel de luxo

Palacete no coração do Art Déco District, em Miami, faz parte[br]da rede Leading Hotels of the World

Carla Miranda / MIAMI, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2010 | 03h53

Os exóticos tapetes de pele já estavam lá. Assim como os mosaicos no chão, as fontes, a piscina com detalhes de ouro e todas as outras loucuras que alguém com a personalidade extravagante e o dinheiro de Gianni Versace poderia sonhar. Só faltava um toquezinho de mestre e algo como US$ 1 milhão para transformar a famosa mansão do estilista, em Miami Beach, num hotel digno da chancela da rede The Leading Hotels of the World.

A casa onde Versace morava e foi assassinado, em 1997, fica no burburinho na Ocean Drive e sempre teve algo de mutante. Construída em 1920 por Aden Freeman, arquiteto e ricaço, ela passou logo depois para as mãos do também milionário Jacques Amsterdam. Muitos anos e festas depois, em 1992, virou propriedade do estilista por US$ 2,5 milhões.

E foi ele que, como fada madrinha, promoveu a reforma que deu à mansão em estilo espanhol seu jeitão atual. A piscina, por exemplo, não existia. "Mas como não?", deve ter se perguntado Versace. Ele comprou o prédio ao lado, mandou demolir num piscar de olhos e, voilà, o "defeitinho" estava resolvido.

Pelo menos US$ 32 milhões foram gastos em grandes itens (piscina, nova ala) e pequenos luxos rococó (vasos sanitários de mármore, torneiras de ouro, afrescos, mosaicos formando a cabeça de medusa, marca da grife).

E assim tudo estava até 2000, quando o empresário Peter Loftin comprou a mansão e a transformou num clube privativo para abonados. Mais recentemente, a então Casa Casuarina também abria as portas para mortais, durante breves visitas a US$ 50.

Em março, finalmente, a mansão ressurgiu após mais uma restauração. Virou The Villa by Barton G., com dez quartos disponíveis para quem puder pagar a diária de pelo menos U$ 1.900. O valor inclui a prestimosa ajuda de um mordomo exclusivo, treinado na Inglaterra, além de e-readers Kindle para entretenimento.

Barton G. Weiss usou sua experiência no setor para fazer da sala de jantar de Versace um restaurante, aberto a não hóspedes. Os clientes são servidos na delicada louça chinesa azul-turquesa que o estilista tanto gostava.

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