Mão na massa como (e com) os locais

O cordeiro vai para a panela com vinho branco, enquanto os convidados observam ingredientes como o mel, a canela e o gengibre que serão usados para temperar a carne. Na cozinha de parede amarela, nem grande, nem pequena, a senhora Goindoo Rungasamy se movimenta entre fogão e vasilhas ao mesmo tempo em que conversa sobre receitas, escuta as perguntas que lhe são feitas, dá dicas sobre os mercados locais aonde vai pessoalmente às compras. Aos 76 anos e nativa da Ilha Maurício, ela é a protagonista da Cozinha da Vovó, projeto criado para mostrar aos hóspedes do hotel Shanti Maurice a culinária tradicional da ilha.

MÔNICA NÓBREGA, O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2013 | 02h11

De olho na ânsia dos viajantes por experiências autênticas, hotéis no Brasil e pelo mundo transformaram a atuação da comunidade na qual estão inseridos em um filão. Lucram com isso ao mesmo tempo em que abrem espaço para a cultura local. As ideias mais interessantes colocam os moradores como figuras centrais: são eles que planejam atividades, guiam passeios, conduzem oficinas e degustações. E, em geral, convidam os visitantes a colocar a mão na massa.

No caso de Goindoo, se quiserem, os hóspedes podem ajudar na cozinha. Enquanto bolinhos fritam lá dentro para o aperitivo que será servido em simples mesas de plástico do lado de fora da casa modesta, crianças da família apresentam as moitas de ervas aromáticas no jardim. Na mesa para 12 pessoas, nada de garçom, nem pratos individuais montados longe dos olhos dos visitantes: a comida vem em travessas que passam de mão em mão. É uma experiência caseira e familiar, afinal. Que custa, por pessoa, US$ 99. Mais: shantimaurice.com; diária desde US$ 890 o casal, com meia pensão.

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