Marajó: como explorar a ilha dos búfalos e do carimbó

A pedida é entrar no ritmo da ilha - distante 87 quilômetros de Belém - e desacelerar

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2019 | 05h00

O carimbó, pau oco de onde se tira som de tambor, era acompanhado do ganzá e do maracá. Juntos, determinavam o ritmo do giro das moças, cujos pés, nus, pouco saíam do chão, enquanto os corpos se moviam para frente e para trás. Era uma dança bonita de se ver, mesmo sem qualquer explicação do que se tratava. Mas ela veio, e veio em forma de versos entoados por um dos músicos: “Vem conhecer o Lago do Arari, a Ilha de Marajó é um pedaço do Brasil (...) Canta comigo, homem da beleza rara, ô índia marajoara...”.

Era meados de setembro quando subi no barco em Belém rumo à Ilha de Marajó. Desejo antigo de viagem, a maior bacia fluvial do mundo – 48 mil quilômetros quadrados de área – é casa do ritmo mais popular do Pará, também batizado carimbó. Dona de uma das culturas mais antigas de que se tem notícia, o destino era perfeito para um roteiro de três dias.

Na busca por informações, perguntei a diversos belenenses se eles já haviam cruzado a Baía do Guajará até o arquipélago. Surpreendentemente, a maioria disse que não, mesmo estando tão perto – são 87 quilômetros de barco. 

Apesar de, nos últimos anos, ter crescido em espaço urbano e em número de leitos e serviços de turismo, Marajó não é exatamente o destino mais procurado da região Norte. Sobretudo depois que outro destino fluvial paraense, o aquífero de Alter do Chão, chegou ao topo das listas de melhores destinos de viagem

Mas engana-se quem troca um destino por outro julgando serem iguais. E perde quem vai a Belém e não considera a esticada até esta “barreira de mar” – ou mbarai-o, na língua tupi –, que acompanha o majestoso desembocar dos Rios Amazonas e Tocantins no Atlântico.

Búfalos

Formado por 16 municípios, o arquipélago traz uma experiência singular. Nas suas duas principais cidades e bases turísticas, Soure, a capital, e Salvaterra, do outro lado da margem, as ruas ou travessas de terra dão a impressão de estarmos num lugar quase inabitado, até meio fantasmagórico. Mas isso até que apareça um búfalo seguindo a passos lentos – Marajó é dona do maior rebanho do País, com cerca de 600 mil cabeças – ou uma moto com cinco ou seis pessoas na garupa. 

“É perigoso, né? Mas aqui é comum”, conta Júnior Eleres, taxista em Soure e grande guia da nossa viagem. Como outros motoristas, semanalmente ele aguarda turistas desembarcarem no pequeno porto local para oferecer carona até as hospedagens e tentar fechar passeios. Numa dessas, me encontrou. Cheguei a recusar o auxílio, mas o sol de rachar e a distância da minha pousada tornavam o plano da caminhada inviável. “Vamos, levo vocês, não vou deixá-los nesse sol”, disse ele, já dentro do carro, andando ao nosso lado. Aceitamos e, a partir daí, não o largamos mais.

Praia em Marajó é bucólica, quase particular. Feita de rio, com água ora mais doce ora mais salobra, dependendo da incidência do oceano, propõe sossego e isolamento em vez de mergulho. Esbanja manguezais – o Pará é o segundo Estado brasileiro com mais mangues, atrás apenas do Maranhão – onde noutras partes há só igarapés. Oferece redes no lugar de espreguiçadeiras. Serve filé de búfalo e não porções de fritas.

E talvez só mesmo a arte consiga explicar essa ilha amazônica. Afinal, foi no tal Lago do Arari da canção que a técnica policromada da cerâmica marajoara, a mais antiga do Brasil e uma das mais antigas das Américas, se desenvolveu entre os anos 400 e 1.350. Tanto quanto o carimbó, essa forma artística resiste não só em museus mundo afora, mas ali, na ilha, graças a artesãos que a reproduzem e preservam. Mas como entender arte exige senti-la, aceite o convite da música (e desta reportagem) para ver tudo de pertinho.

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Praias para contemplar e relaxar

Há arraias na água, por isso quem entra na água vai devagarinho, arrastando os pés na areia

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2019 | 04h40

Nesta parte do Pará, o litoral não é dono de belezas óbvias. A faixa de areia até a água é extensa, com partes fofas no início, que se transformam em metros lisos, planos e com espaçadas lagoinhas formadas pelas vazantes. Turva, a água da Bacia do Marajó oscila aos olhos entre um verde escuro e marrom e não parece convidativa ao banho. Ainda mais sabendo que nela não é difícil se deparar com arraias, motivo pelo qual poucos arriscam ir além da água no umbigo. Se for, entre arrastando os pés na areia para evitar pisar em uma delas e levar uma ferroada. 

A ventania de meados de setembro não dava trégua. E quando digo ventania, é ventania de verdade, daquelas de levar a farofa do prato para Iemanjá. Mas nada que atrapalhasse a alegria de relaxar sobre uma rede colorida, aberta na sombra de quiosques de palha ou árvores, sentindo todo o sossego do Marajó.

Pesqueiro 

Salvo por uns três casais, uma família fluminense, uma dezena de cachorros e um búfalo de passeio, tínhamos toda a Praia do Pesqueiro ao nosso bel-prazer. Sem sinal de celular e com uma dezena de redes ao nosso dispor, estávamos completamente desconectados, ouvindo somente o vento, que esculpia as dunas da praia e balançava sua sequência de coqueiros.

Aproveitamos para colocar a leitura em dia, tomar sol, acompanhar gaivotas e gambás à espera de um peixe dando sopa. Por falar em comida, almoçamos nas barracas de praia pirarucu frito, acompanhado de salada, arroz, feijão e farofa, servidos em graciosos potes de cerâmica (R$ 60, para dois). 

A 10 quilômetros do centro de Soure, a praia é acessível de carro – com fôlego, considere a bike. Se for de táxi, lembre de combinar com o motorista a hora do retorno, já que não há sinal de celular.

Na ida ou na volta, pare na Granja Mironga, onde é possível comprar o famoso Queijo do Marajó, tipo fresco cuja técnica existe há mais de 200 anos na região e, há quase 100 anos, tem como principal ingrediente leite de búfala.

A porteira fica aberta e logo se avista uma espécie de quiosque com a placa “pague e leve”. Não há atendente nem maquininha de cartão. Um pote de plástico indica que ali é o local onde se deixa o pagamento – ou seja, leve dinheiro trocado. Ao lado, fica a geladeira com os queijos (250 gramas, R$ 12,50) e também manteiga e doce de leite (R$ 12 cada).

Barra Velha

Júnior sentou na mesa de madeira de um dos quiosques de teto de palha, cumprimentou os conhecidos e pediu duas águas de coco, uma delas para mim. Ali, ele parecia em casa. E de fato estava: “Essa é a praia que o pessoal daqui vem no fim de semana”.

A apenas 3 quilômetros do centro de Soure, Barra Velha tem algo valioso: o manguezal. Ao longo da faixa de areia, cuja extensão depende da hora e do escoamento da água da baía, galhos retorcidos dançam e se entrelaçam, ora isolados, ora compondo uma passarela.

Sem coragem para entrar na água com chance de arraias, imitei duas garotas que lá estavam: estirei meu corpo em uma das lagoas formadas pela maré. Pais e filhos também vão gostar dali: boa visão e liberdade para brincadeiras. 

Joanes 

Ainda mais desértica estava a Praia de Joanes, em Salvaterra: éramos nós e mais dois casais, além do nosso taxista Ismael e da funcionária da Peixaria do Sales, um dos restaurantes mais recomendados desse lado da ilha. “Mas na alta temporada, depois do Círio de Nazaré, por exemplo, aqui enche de turista”, garante. 

O ambiente é simples, e o restaurante estende duas redes na sombra das árvores, de frente para a praia de rio, e serve a refeição ali. Fomos de clássico: filé de búfalo a cavalo com arroz, feijão, macarrão, batata e farofa (R$ 70 para dois).

Das três praias, Joanes é a que menos encanta. Mas, para quem gosta de história, ela fica mais interessante como parte de um roteiro pelas ruínas da antiga Vila de Salvaterra, onde resiste ao tempo a parede de uma igreja jesuítica do século 18. Dali, a vista para a Baía do Marajó em direção ao Oceano Atlântico é digna de cartão-postal.

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Da tradição das cerâmicas decoradas à cultura da dança

Barro modelado é retirado dos campos alagados da ilha e a decoração das peças segue um padrão específico. No carimbó, aceite o convite e entre na roda

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2019 | 04h40

Antes de ir a Marajó, o que eu mais conhecia de sua identidade era a arte em cerâmica. Portanto, um de meus objetivos era encontrar esse artesanato. Descobri, porém, que lá era o berço de outra arte pela qual sou fascinada: carimbó. Júnior – mais uma vez ele – me ajudou a encontrar ambos, garantindo as melhores memórias (e presentes) da viagem.  

Artesanato

Entre idas e vindas pelas ruas de Soure, paramos no Ateliê Arte Mangue Marajó para conhecer o trabalho de Ronaldo Guedes, um dos artistas mais conceituados do Pará. Numa casa da Travessa 23 funciona sua loja e seu espaço de produção, compartilhado com outras artesãs que, no momento da minha visita, concentravam-se em peças de tamanhos e funções variadas. Assim como Ronaldo, que conversava sem tirar os olhos do vaso sobre o qual desenhava traços da tradição marajoara.  

O barro modelado é retirado dos campos alagados da ilha, enquanto os pigmentos que garantem cor às peças vêm de rochas minerais como o argilito e o caulim. Pergunto sobre a inspiração para os traços, já que cada obra é única. “Há padrões de formas geométricas na arte marajoara. E há bastante estudo”, conta Ronaldo. Desisti do enorme vaso que encontrei na entrada – tinha uma viagem toda pela frente. Mas me dei de presente um colar de cerâmica triangular (R$ 25).

Já em Salvaterra, terminamos nosso passeio na sede da Associação Educativa Rural e Artesanal da Vila de Joanes, onde mulheres marajoaras realizam um interessante trabalho com a cuia (ou cabaça), fruto cuja casca pode ser transformada em vasos, recipientes e outros tantos objetos que a criatividade desejar. De lá, trouxe para casa metade de uma cuia pintada a mão com motivo de búfalo (R$ 20).  

Carimbó Cruzeirinho

Aterrissei em Belém atrás do carimbó, mas foi em Marajó que arranquei as sandálias e me joguei na pista. O ritmo, Patrimônio Imaterial desde 2014, remonta ao século 17 e nasceu na zona rural do Pará, fruto da mistura das culturas indígena, africana e europeia. Na ilha, quem domina o cenário é Grupo Cruzeirinho, criado em 1987 para preservar não só o carimbó, mas outras manifestações artísticas.

Foi Júnior quem entrou em contato com a Tia Amélia, líder do grupo, para confirmar se haveria apresentações no Centro Cultural Cruzeirinho – há ensaios às segundas e quintas. Sorte: na mesma noite, lá estávamos nós, babando no rodar das saias coloridas das moças que dançavam em movimentos circulares hipnotizantes. Momentos de tensão existem quando elas esticam os braços nos convidando para a dança. Cedi. A essa altura, eu já vestia um saião igual ao delas e, depois de muito suor, acho até que não fiz feio

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Tour nas fazendas para encontrar búfalos e mangues

Visitar uma das fazendas de Marajó é fundamental para entender a vida rural da ilha. Cada uma tem um atrativo e sistema de operação - fomos a duas

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2019 | 04h40

Mesmo para quem conhece bem o interior paulista, a ideia de espaço rural em Marajó é bem diferente. A começar por seu protagonista, o búfalo. Encontrá-lo é a principal razão para incluir as fazendas locais em seu roteiro. Cada fazenda tem um jeito de trabalhar, uma proposta e um preço. A semelhança entre elas é a recomendação de marcar com antecedência a visita – peça o auxílio de sua pousada ou ao seu taxista. 

Fazenda São Jerônimo

Foi na São Jerônimo que, de certa forma, surgiu a ideia do ecoturismo em Marajó. Em 2001, a fazenda recebeu a 3ª edição do programa No Limite, da TV Globo, chamando a atenção para a região. Quase 20 anos depois, lá estava eu pronta para o passeio de 2 horas (R$ 150) pela fazenda-celebridade. 

Eram 8h da matina quando Júnior me deixou na companhia de Seu Brito, dono da São Jerônimo ao lado da mulher, Dona Jerônima – o nome do local é homenagem a ela. Logo chegou Sandro, o guia, acompanhado de Júlio, búfalo de 11 anos da raça Mediterrâneo, que foi nosso companheiro na primeira parte do passeio. E aqui vale a ressalva: na São Jerônimo, são apenas nove búfalos, todos criados soltos. Não tive impressão negativa sobre o tratamento dado a eles, mas, de toda forma, a visita vale mesmo se você preferir não montar em um deles.

 São permitidas até 18 pessoas por horário, separadas em dois grupos: enquanto um segue pela parte terrestre, o outro começa fazendo o tour de canoa. E há ainda a opção de cruzar um braço de rio montado no búfalo (mais R$ 50).

Como estava sozinha, primeiro sacolejei sobre o búfalo, tentando coordenar os passos dele para não entrarmos no meio da floresta. Sandro segurou o cabresto no começo, mas quis que eu aprendesse a conduzir. “Ele segue pelo caminho onde há menos pedras, pra não se machucar”, disse o guia. Certo estava Júlio, que, no fim das contas, era quem me guiava.

São apenas 20 minutos de búfalo e, depois, seguimos caminhando até o que considerei o ponto alto da visita. Sobre uma passarela de madeira, cruza-se uma área tomada pelo mangue, de tipos branco e vermelho. No horizonte, um emaranhado de raízes; no topo, um teto de folhagem. É como um castelo natural. Quando soube que uma orquestra se apresentou ali em 2015, invejei a plateia – permanecem no local a arquibancada e os lugares dos músicos.

A trilha pelo mangue termina na praia deserta do Goiabal, com faixa de areia estreita, galhos e, infelizmente, muito lixo. “O plástico é nosso principal problema”, diz Sandro. Por ela, caminhamos 5 minutos até o igarapé Tucumanduba, onde canoas presas nos aguardavam. Sem maiô, recusei o convite para cair n’água. 

Seguimos a remo por cerca de 10 minutos, observando guarás, garças e borboletas, além de espécies da flora como urucum e jenipapo. Sandro falou sobre a fazenda, cuja principal fonte de renda é a venda do coco seco – são cerca de 15 mil coqueiros. O trajeto n’água é todo bonito, mas sumiria por completo dali a algumas horas – e é por isso que os horários de visita dependem da fase da lua, que influencia a maré. Antes de partir, suco de caju delicioso e bolo caseiro servidos por Seu Brito.

Fazenda Bom Jesus 

O passeio ali é mais contemplativo e ocorre apenas à tarde. O que tem boa explicação: a cereja do bolo é a revoada de guarás ao pôr do sol. Um motorista da fazenda leva e busca os visitantes em suas pousadas. Ao longo de 2h, você poderá encontrar pela área de preservação ambiental pássaros, capivaras, jacarés e, claro, búfalos – nela também é possível montar, dar uma voltinha e fazer fotos. 

 A fazenda tem uma capela e um pequeno museu de arte sacra. No fim, é servido um café da tarde no casarão, já incluído no preço do passeio (R$ 100). A fazenda também tem vocação televisiva: foi cenário da novela Amor Eterno Amor, da Rede Globo, em 2012.

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Como chegar, onde ficar e o que levar

É preciso voar até Belém e buscar uma das opções de barco para fazer a travessia; confira

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2019 | 04h40

ANTES DE IR 

Aéreo

É preciso voar a Belém (3h30 a partir de São Paulo). Preços desde R$ 846 na Azul, R$ 744 na Latam e R$ 923 na Gol.

 

Marítimo

De Belém cruze a Baía do Guajará até Marajó. A forma mais prática é com a lancha Expresso Golfinho, que sai do Terminal Hidroviário de Belém (91-98895-6563) de segunda a sábado, às 8h15, com retorno às 5h30. O trajeto leva 2 horas, com paradas em Soure e Salvaterra. Confortável, tem ar condicionado e espaço para malas. A passagem custa R$ 48 por trecho, e pode ser comprada no próprio terminal.

Há ainda o catamarã, com a Banav. São vários horários por dia entre Belém e o Porto de Camará, em Salvaterra (2h; R$ 35). De lá, gasta-se mais 1 hora até o centro.

Com agência em Soure, a Edgar Transporte reserva lugar no barco e faz o traslado de van entre a pousada e Camará (ou o caminho inverso) – custa, em média, R$ 50. Foi nossa opção de volta: a viagem é mais longa (cerca de 4h), mas valeu pelo tempo extra em Marajó. De carro, há balsa no porto de Itacoaraci, a 1 hora de Belém. Quem opera é a Henvil (automóveis desde R$ 20).

Na ilha

Tudo é feito a pé, de mototáxi (desde R$ 5) e táxi (a partir de R$ 15). Em Soure, taxistas como Júnior (91-98533-4081) andam com uma tabela que indica o custo médio da viagem para uma atração. O mais vantajoso, porém, é fechar pacote com todos os passeios: o taxista dá desconto e fica à sua disposição – no caso do Júnior, ainda ajuda no que precisar e oferece gelinho (chamado de “chope” no Pará) feito por sua mulher. Na entrada de Salvaterra, há uma lousa com os nomes e números dos taxistas.

De Soure a Salvaterra, há balsas de hora em hora (grátis para pedestres). Mas pela praticidade, a maioria usa rabetas (R$ 3 o trecho) ou botes (R$ 5).

Onde ficar

Soure 

Na capital do Marajó, escolhemos um lugar mais distante do centro e perto da natureza: a Paracauary Ecopousada, do simpático casal Seu Lima e Dona Maria Helena. Na beira do Rio Paracauari, tem redes, jardim amplo, piscina, bar e um deque onde tomamos café da manhã e, no fim de tarde, tivemos vista privilegiada do pôr do sol (na capa desta edição). Sem Wi-Fi. Diárias desde R$ 250 o casal.

De estilo parecido, o Casarão Amazônia é uma construção colonial do século 19 com piscina e Wi-Fi: diárias desde R$ 254. 

Ficar no centro tem a vantagem de gastar menos com deslocamento. Uma das pousadas mais conhecidas é O Canto do Francês, a partir de R$ 190.

Salvaterra 

A Pousada dos Guarás é das mais sofisticadas: conta com piscina de frente para a praia, spa, quadra e passeios de búfalo. Desde R$ 257 o casal. 

Já a Pousada Boto tem área de lazer, acesso a cadeirantes e local para acampar. Desde R$ 110 o casal. 

 

O que levar

Na mala 

Inclua, além dos itens tradicionais de praia, mochila de passeio e tênis ou bota confortável (que possa sujar) para o dia nas fazendas. Protetor solar e repelente são indispensáveis e, se você tem náuseas em barcos, leve seu remédio. 

Dinheiro

Marajó não tem caixas eletrônicos, só há um Banco do Brasil em Soure e muitos lugares não aceitam cartão. Saque dinheiro em Belém. 

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