Maravilha entre a história e a modernidade

Estocolmo escapou quase ilesa das Grandes Guerras e exibe o melhor de todos os tempos

Mariana Della Barba, O Estado de S.Paulo

03 Junho 2008 | 03h16

Skogskyrkogarden,Gamlastan, Slottsbacken, Esterlanggatan. Não deixe que esses nomes assustem você na hora de planejar uma visita a Estocolmo. Pequena, plana, organizada e lotada de gente que fala inglês melhor que muito britânico, a capital sueca é incrivelmente amigável para turistas. No verão, é possível caminhar entre um bairro e outro - ou melhor, entre uma ilha e outra, já que se trata de um arquipélago - e descobrir como história e modernidade se misturam cidade afora. De um lado, estão as construções antigas, muitas do século 15, preservadas pelo fato de o país não ter sido bombardeado nas Guerras Mundiais. De outro, lojas de design e bares nunca vistos, como o IceBar, onde você se sente num filme de ficção científica, cercado de gelo por todos os lados. Uma boa idéia é começar a conhecer Estocolmo pela Gamla Stan, a cidade velha, toda calçada de seixos. Não se preocupe muito com o mapa e vá caminhando pelas ruazinhas medievais. Em pouco tempo, você vai se deparar com palácios e construções grandiosas em meio a casas antigas de parede cor de terra, que hoje abrigam ateliês e simpáticos cafés. O Palácio Real é parada obrigatória. O antigo forte foi transformado em residência real em 1670 e, com mais de 500 cômodos, é um dos maiores do mundo. Tente estar por ali ao meio-dia, quando ocorre a troca da guarda - menor e menos enfadonha do que a inglesa. Com uniformes azuis e capacetes dourados, os soldados são mais simpáticos e ''acessíveis'' que seus colegas britânicos. Continue o passeio até a charmosa Stortorget, a praça mais antiga de Estocolmo, onde estão a Bolsa de Valores e o museu do Prêmio Nobel. Para quem gosta de igrejas, as mais interessantes são a Storkyrkan e a Tyska Kyran. Em seguida, para descobrir o porquê de Estocolmo ser apelidada de ''a Veneza da Escandinávia'', caminhe pela margem do canal - da Skeppsbron, ainda em Gamla Stan, siga até a Strandv?gen, espécie de boulevard onde os abastados moram e guardam seus barcos. Outra boa dica é visitar o Red Boat M?laren - albergue que fica dentro de um barco ancorado perto do centro histórico. Para quem não quiser se hospedar por lá, vale uma parada para comer ou beber algo. Perder umas horas no SoFo (sul de Folkungagatan) é uma boa pedida para os jovens. Como todo bom Soho, o bairro é animado e cravejado de lojas e cafés. Um programa mais família é visitar o Skansen, um zoológico/museu a céu aberto, onde é possível observar como viviam os suecos antigamente e ver alces, ursos e outros animais pouco conhecidos dos brasileiros.

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