Maravilhosa Table Mountain

Com toda a propriedade, a gigantesca montanha de topo aplainado que rasga o horizonte da Cidade do Cabo é considerada uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. Cartão-postal incontestável e principal ponto turístico de uma cidade tão linda que costuma ser comparada ao Rio de Janeiro, a Table Mountain é mesmo apaixonante. Emoldura uma metrópole costeira moldada sob influências de um caldeirão de etnias e nacionalidades, resquícios da época em que por ali passavam obrigatoriamente navios carregados de especiarias da Ásia.

CIDADE DO CABO, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2014 | 02h09

Tal mistura de influências deixou como herança uma gastronomia diversa que faz da Cidade do Cabo um convite a comer e beber bem. Por algo em torno de 300 rands (R$ 62) é possível fazer uma refeição completa, com direito a frutos do mar e uma taça do festejado vinho pinotage, sul-africano por excelência.

O calçadão portuário Victoria & Alfred Waterfront (waterfront.co.za) reúne marina, hotéis de grife, cafés, shopping, artistas de rua e, claro, restaurantes de nacionalidades variadas - com destaque para casas dedicadas às culinárias espanhola, portuguesa e mediterrânea. Uma roda gigante embeleza o píer.

Mesmo que as atrações não fiquem tão perto umas das outras e o transporte público tenha lá seus problemas, a cidade é fácil de ser explorada. Muitos turistas optam pelos sightseeing bus, ônibus de dois andares que circula pelos principais pontos turísticos. Um tíquete para adulto válido por um dia custa cerca de R$ 27 e pode ser comprado online (citysightseeing.co.za). Se optar por táxi, prepare-se para negociar: a maioria não usa taxímetro e o preço é combinado com o passageiro.

De qualquer forma, há muito o que ver: com 3,5 milhões de habitantes, a Cidade do Cabo é efervescente, com muitas lojas, natureza exuberante, safáris por perto e vida noturna agitada. A Long Street é a rua mais movimentada, com centros de compras, restaurantes e bares que, à noite, são tomados por jovens. Há também alguns hostels por ali - na medida para o pernoite dos baladeiros (e econômicos).

Outra área ótima para badalar, Camps Bay é um elegante bairro à beira-mar com bares que lotam na happy hour de juventude animada vinda direto da praia e levam o agito até depois das 22 horas. Tente o Cafe Capricce (cafecaprice.co.za).

Minutos distante da costa, Robben Island é outro dos passeios indispensáveis na Cidade do Cabo. Fica ali a prisão que confinou Mandela durante 18 do total de 27 anos de cárcere imposto ao ex-presidente. Hoje, virou memória: robben-island.org.za. O tíquete do ferryboat custa 250 rands (R$ 51).

Ponto alto. E, claro, tem a Table Mountain. Do alto de seus 1.067 metros, permite uma vista em 360 graus da cidade e seu entorno. Ao sul descortina-se a cadeia de montanhas que segue até o Cabo da Boa Esperança, o encontro entre os oceanos Atlântico e Índico. Ali pertinho, o Cape Town Stadium, construído para a Copa de 2010.

Para chegar ao ponto de embarque da gôndola que leva ao topo (por cerca de R$ 45, na bilheteria), há algumas opções: ônibus turísticos, táxi ou moto. Testei a última - e a subida de quase 10 minutos tornou-se uma experiência à parte. Quem leva você na garupa ou no sidecar (carrinho lateral da motocicleta) são senhores que parecem ter saído filme Easy Rider (Sem Destino).

Se não tiver sua própria jaqueta de couro, eles emprestam na hora. Bandana vem de brinde. E então, toca-se para cima. A Cidade do Cabo diminui enquanto as nuvens chegam mais perto. O vento bate no rosto… E como não cantarolar o clássico Born To Be Wild? Vá lá, permita-se o clichê e aproveite.

O passeio de moto é contratado por tempo (2 horas saem a R$ 304) e é possível passar até um dia inteiro na garupa dos rapazes de meia idade, em tours pela região. Reserve: sidecars.co.za. / G.P.

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