Atout France/Divulgação
Atout France/Divulgação

Martinica: Ritmo de calmaria

Ilha onde nasceu o zouk tem apenas 80 km de extensão, praias que nunca estão lotadas e temperatura agradável

PAULO FAVERO, FORT-DE-FRANCE, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2011 | 03h07

Até onde a vista alcança, não há sinal de badalação. Agitos são raros, celebridades passam despercebidas. Em muitos pontos, a Martinica destoa das ilhas caribenhas mais famosas: em lugar do aclamado fervor latino oferece aos visitantes paz e tranquilidade, roteiros históricos e natureza exuberante, pitadas de cultura local e uma herança francesa (a ilha faz parte do país europeu, na condição de departamento ultramarino).

Por tudo isso, atrai muito mais famílias com crianças, idosos e casais em lua de mel que jovens e solteiros. Um perfil que exige adaptação dos turistas aos horários locais: é comum, por exemplo, não encontrar restaurante aberto depois das 21h30.

"Ao contrário das ilhas colonizadas por ingleses, como Santa Lúcia e Dominica, a Martinica não é famosa por suas baladas. Quem quer diversão noturna acaba indo para estas outras ilhas", diz o martinicano Karim Confiant.

Mas nada disso significa marasmo - apenas que você terá de sincronizar seus horários. À luz do dia, praias agitadas ou desertas ocupam a costa nos 80 quilômetros de comprimento e 34 de largura, habitados por pouco mais de 400 mil moradores. As distâncias curtas são aliadas de quem deseja conhecer várias faixas de areia. Um carro alugado será muito bem-vindo: o transporte público deixa a desejar.

Como sempre faz calor na Martinica, a sensação é de verão eterno. A temperatura média fica em torno de 27 graus. Mas o ano é dividido em estações seca (inverno e primavera do Hemisfério Norte, entre dezembro e abril) e chuvosa (maio a novembro). O vento frequente ajuda a diminuir a sensação de calor, exatamente como nas vilas litorâneas do Nordeste brasileiro. E, mesmo na temporada, há espaço de sobra nas praias.

Salsa itinerante. Os esboços de vida noturna encontrados na Martinica ficam por conta dos clubes de salsa, cujos integrantes se reúnem aos sábados em uma cidade predefinida para promover espaços comunitários de dança. Às vezes há bandas ao vivo; em outras, DJs executam seus sets de salsa, o que inclui sucessos do repertório pop internacional, como músicas do U2 adaptadas. O zouk, ritmo que nasceu na Martinica, se espalhou pelo Caribe e chegou ao Norte do Brasil, também faz sucesso em tais festas.

"Eu não perco um evento. E acho que são importantes para que os jovens conheçam os ritmos", conta Raymond Maizeroi, morador da ilha.

Outra opção para quem busca algum agito noturno está em Pointe du Bout, na parte sul da Baía de Fort-de-France. Por lá, bares e restaurantes ficam abertos até um pouco mais tarde - algo como meia-noite. Trata-se de uma ótima opção para provar a culinária local, que mescla receitas francesas e creoles. Delícias preparadas com frutos do mar, ostras, porco e verduras frescas saem de cozinhas comandadas por chefs jovens e criativos, para serem acompanhadas de um bom vinho francês.

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